Absolut
Monday, February 28th, 2005
Um exerciciozinho gráfico efectuado em Photoshop, aqui pelo je.

Um exerciciozinho gráfico efectuado em Photoshop, aqui pelo je.
Notícia do Público: “O primeiro-ministro cessante, Pedro Santana Lopes, assumiu hoje que o resultado das eleições do passado domingo deu razão ao Presidente da República, quando este decidiu dissolver o Parlamento, no final do ano passado”.
Primeiro demorou dois dias para comunicar a saída anunciada da presidência do PSD, após o terramoto eleitoral de domingo. Agora, ao fim de três meses, dá razão ao Presidente. Este homem pensa ao retardador…
Ela continua triste. Há já vários dias que não lhe pego. O seu corpo torneado, as curvas que a tornam tão especial anseiam pelo meu toque. Olho o seu braço, às vezes fugidio, outras meu cúmplice de um tema que se partilha, e para os dois fica a consolação de quem sabe que em breve tudo será diferente. De novo seremos um só e, apesar do frio, aqueceremos a sala com os nossos corpos comuns. Deixo-me levar por Morfeu e adormeço pensando nela. Amanhã ou depois - o mais tardar - ligo-a ao amplificador. Esta Fender Telecaster é a minha perdição.
O grupo FOTOAVEIRO foi formado em meados de 2001 com o objectivo de reunir pessoas, da zona de Aveiro, interessadas em fotografia. Com a Universidade de fundo – por Aveiro muitos passam, mas nem todos ficam– rapidamente se alargou a outras zonas geográficas. No entanto a referência foi e será sempre Aveiro.
O objectivo da sua criação foi fomentar e facilitar o contacto, troca de ideias e partilha de informação entre fotógrafos amadores. Pretendeu-se que cada um pudesse expandir os seus “horizontes” fotográficos observando e comentando o trabalho dos outros, formando uma comunidade dinâmica e interactiva que permitisse a todos evoluir. Um dos ‘eixos’ directores do grupo é o contacto pessoal entre os vários membros, promovendo encontros, passeios fotográficos, “workshops”, exposições, etc…
O grupo FOTOAVEIRO apresenta agora publicamente os trabalhos de alguns dos seus membros, naquela que será a 1ª Exposição Colectiva do grupo. Com o apoio da Associação de Funcionários da Universidade de Aveiro a exposição estará patente ao público, na Galeria de Exposições da Livraria dos Serviços de Acção Social da Universidade de Aveiro, nos dias 7 a 31 de Março de 2005.
Pretende-se com esta iniciativa dinamizar a fotografia individual, proporcionando um espaço de descoberta de valores ao nível da fotografia amadora, que este grupo encerra, dando-lhes desta forma a possibilidade de mostrarem imagens, conforme a sua visão e dentro dos seus temas preferenciais.
Será também uma forma de estimular a interpretação da fotografia como linguagem visual, levando o público a ver fotografia como uma forma de manifestação artística e porque não, muitas vezes, de trabalho. Constituirá ainda, um espaço de aprendizagem e um incentivo para o espectador menos atento, criando estímulos para participar nesta e em futuras iniciativas, incentivando uma dinamização cultural mais vasta.
Faço parte deste grupo há já algum tempo e é bom reparar que toda a vontade que existe de fazer algo pelo conjunto começa a dar frutos!
Se conseguir arranjar tempo para preparar as fotografias podem contar com o meu contributo nesta exposição.
AD
Finalmente, Santana, Portugal chegou ao cenário de um governo, uma maioria, um Presidente. Trabalhaste bem, há que dizê-lo.
Depois das exéquias por Lúcia, vidente de Fátima desde 1917, cubra-se a nossa alma de luto pela morte do bebé.
Pese embora o momento trágico que se atravessa, é nosso dever patriótico comunicar a todas as pessoas das nossas relações e a nós unidos por laços de amizade que o bebé acaba de falecer.
Padecendo de doença prolongada, o rebento conseguiu resistir às bofetadas e aos pontapés dos familiares mais chegados, ainda se curou das facadas que lhe foram infligidas nas costas mas, no último domingo, dia 20 de Fevereiro de 2005, deu o último suspiro.
Há quem diga que ainda tem sido visto nas últimas horas, principalmente em ecrãs de TV, mas há também quem diga que é apenas uma sombra do que foi. É, portanto, um verdadeiro fantasma. Um morto-vivo, se quiserem.
Choque? Qual choque?
Eu não queria voltar à tecla do desemprego, mas lá terá de ser. Desta vez para denunciar a incompetência generalizada dos serviços públicos mas, muito particularmente, os da Segurança Social.
Três meses depois de o meu contrato de trabalho ter caducado, e não tenho havido lugar a renovação do mesmo, continuo serenamente à espera do cheque do subsídio.
Mais uma vez - talvez a terceira - liguei para os serviços do Porto da Segurança Social para tentar compreender as razões desta demora, já que a outra - aquela do fim do ano, para tentar segurar o défice, que foi real mas descaradamente desmentida por Santana e a sua gente - está mais do que entendida.
Ligo do telefone móvel lá de casa e surge a mesma voz gravada de sempre: “Se quiser informações, carregue na tecla 1…” E eu carreguei. E deram-me música, como de costume. Não consegui falar com ninguém. Imaginam quanto tempo estive à espera que alguém me atendesse?
Eu posso dar-vos uma ideia. Enquanto segurava o telefone com a mão direita junto ao ouvido, comi uma sopa e depois uma banana, fumei um cigarro, bebi compal pela embalagem, escovei os dentes, aliviei a bexiga, vesti o casaco e ainda passei os olhos pela TV. Nada.
Desliguei e fui para a rua. E vêm-me estes tipos falar de choque tecnológico. Precisamos de um choque é na função pública…
A maior invenção depois da roda foi o yorn toking. Mas há quem abuse…
Uma das minhas irmãs, pródiga em ter coisas para (me) dizer, usa bastante o telemóvel. Infelizmente, não é fã dos carregamentos e, mais infelizmente ainda, nunca se lembrou de comprar um cartão por assinatura.
Vai daí, passa a vida a enviar-me yorn tokings, para depois me dizer as coisas mais fúteis deste mundo. Bem, não serão tão inúteis assim, mas, as mais das vezes, podia perfeitamente deixar a mensagem em banho-maria até ao nosso encontro seguinte. Claro que, entretanto, quem vai fazendo, e pagando, as chamadas é aqui este vosso criado.
Foi por isso que, um dia destes, ao receber um SMS do seu número (não, não era um toking), fiquei mais ou menos perto da fúria. Rezava assim: “Envia esta mensagem a 5 números da vodafone/yorn e receberás 5 euros em chamadas ou 50 sms gratuitos.”
Haja fé.
Já tenho o quádruplo DVD dos Stones relativo à digressão mundial que efectuaram em 2004. Chama-se “Four Flicks” e foi uma prenda atrasada do meu aniversário.
Já conhecia a obra no essencial, através de gravações-pirata, mas ter o original é sempre motivo de regozijo.
Como lá em casa somos poucos, não tenho grandes dificuldades em “ouver” os quatro de enfiada. Tivesse eu quatro mãos e faria muito mais coisas enquanto me coço, fumo e vejo música…