Archive for June, 2005

Um post de merda

Thursday, June 30th, 2005

Tal como vocês, também eu pensava que não existia a perfeição.

Depois conheci-a.

- E tudo Mudou -

O céu deixou de ser azul, o sol brilhava mais forte e até a merda dos cereais de todos os dias me sabiam divinalmente bem.

Estava diferente. Tornaste-me diferente. Não querendo ser piroso - o que nestas coisas é sempre impossível - O teu amor, o meu amor por ti, adocicou-me.

Fomos viver juntos - é sempre tudo tão perfeito, no início. É sempre tudo tão novo, no início. É sempre tão para sempre… no início.

Fomos viver juntos (não vivíamos já?!)

Depois.

Sempre Depois.

Aconteceu aquilo. Aqueles pequenos nadas que transformam tudo.

Cheguei a casa, pouco passava das 20h, e nada me fazia prever aquilo que os meus olhos iriam ver. Nada me tinha preparado para aquilo.

- Mas ele ali estava, inerte, de proporções disformes e dantescas -

e eu sabia que era teu.

Sabia.

Depois disto também sabia que nada poderia ser como dantes, que nunca olharia para ti da mesma forma, por mais que o tentasse. A tua inocência não passava agora para mim de um embuste, de uma mentira. Estava longe longe.

Não consegui evitar uma angustiada lágrima enquanto saias de casa pela última vez…

Custava muito ter puxado a merda do autoclismo?!

P.S. - Desculpem-me, os autores do blog, esta invasão escatológica! De qualquer das formas: Hey!

The End

Thursday, June 30th, 2005

'The End'
No outro dia caminhei, caminhei e caminhei. Foi, para minha grande admiração, que cheguei ao Fim. Parece que estava mais perto do que eu pensava…

A tragédia

Monday, June 27th, 2005

Paramos é uma das cinco freguesias de Espinho onde está situada uma pista de aviação única no mundo: é atravessada, na sua extremidade norte, por uma estrada civil que liga a população do lugar da Praia ao resto da localidade. Os sustos de condutores e pilotos têm sido muitos, mas, tanto quanto julgo saber, nada que se compare ao que aconteceu neste último domingo.

Eram 20h30 quando uma avioneta chocou contra um automóvel que seguia naquela estrada, provocando uma forte explosão. O condutor do veículo ficou encarcerado e terá morrido quase imediatamente, e o piloto da aeronave sofreu ferimentos graves. Testemunhas no local diziam que o aparelho terá feito uma descolagem tardia, prolongando demasiado o percurso pela pista e não respeitando, assim, a limitação de circular na sua parte mais a norte.

Talvez isso seja o que agora menos importa. Para quem, como eu, assistiu à chegada da ambulância que trazia o piloto queimado ao Hospital de Espinho e vislumbrou no local um homem naufragado em lágrimas chorando a morte trágica do seu sobrinho, isso será com certeza o que menos me preocupa neste momento.

Pode ser que agora algumas consciências despertem. Mas será sempre demasiado tarde.

Viva o fogo

Friday, June 24th, 2005

Vivemos num país que tem metade da sua floresta ardida e outra metade à espera da mesma sorte. Proibem-se queimadas e piqueniques, os escuteiros deixaram de poder fazer fogueiras no Verão, todos os anos os governos prometem medidas de prevenção dos fogos e todos os anos são incapazes de reconhecer que falharam.

E basta chegarem as festas supostamente em honra de um qualquer santo popular para os balões festivos serem largados às centenas, senão milhares, em praticamente todo o território nacional. Até arrepia, olhar para aqueles objectos erguidos à força das chamas e vê-los desintegrarem-se em pedaços acesos, caindo sabe-se lá onde.

Depois admirem-se.

O afiador de tesouras

Thursday, June 23rd, 2005

tesoura

À margem de um país mergulhado na crise económica, ou até por causa dela; paralelamente à voracidade desse lobo-mau que dá pelo nome de neo-liberalismo; apesar da modernização e dos shoppingcenters; mau-grado a desumanização da sociedade; embora tudo isto seja cada vez mais uma realidade, em Espinho ouve-se, de tempos a tempos, o pregão tocado dos afiadores de tesouras.

Um deles acaba de passar aqui mesmo rente à janela, com a tradicional bicicleta adaptada com a máquina de afiar. E enquanto o homem, vestido de preto apesar do sol tórrido, calcorreia a cidade, fico a pensar que histórias teria para nos contar. Que lucro será esse que o leva a palmilhar as ruas enquanto toca o seu pregão? Que negro será aquele? Que sorriso poderia não esconder o seu farto bigode? Que sorte, enfim, lhe está reservada no gume de uma tesoura?

Ao gosto do freguês

Thursday, June 16th, 2005

Ora, enquanto que alguns gostam de ser bem claros nas mensagem que passam, outros deixam tudo em aberto.

Ouvi, há uns tempos, um anúncio de uma campanha de sensibilização rodoviária na rádio Inglesa. Procuravam explicar a diferença entre um atropelamento de uma criança a 40 milhas por hora ou a 30 milhas por hora.

A explicação era algo assim do género [perdoem-me(lhes) as onomatopeias]:

This is what you hear when a car hits a toddler at 40 mph:
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - <tyres squeaking from breaking>
BANG! - <big bang from car hitting child>
<silence>

And this is what you hear when a car hits a toddler at 30 mph:
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - <tyres squeaking from breaking>
BANG! - <big bang from car hitting child>
uahhhhh!! <child screaming and crying>

Mas que raio de mensagem é que esta gente está a tentar transmitir? Se virem uma criança tentem atropelá-la a mais de 40 mph para os matar logo em vez de atropelá-los a 30 mph e deixá-los com mazelas para o resto da vida? Não percebo!

Safa!

Tuesday, June 14th, 2005

Tanto lhe doeram as costas que o gajo safou-se.

Não vá haver dúvidas

Tuesday, June 14th, 2005

Babies have heavy heads and fragile necks. (…) If the baby is facing forward in a frontal crash (…) the head is thrust forward, stretching the neck. Older children and adults wearing safety belts may end up with temporary neck injuries. But a baby’s neck bones are soft and actually separate during a crash, and the spinal cord can tear. It’s like yanking an electrical plug out of a socket by the cord and breaking the wires. (…)

in Gracobaby.com - Customer & Product Support - Frequently Asked Questions

Ora aqui está alguém que gosta de ser bem claro na mensagem que transmite.

Fora de tempo

Tuesday, June 14th, 2005

Fora de tempo para dizer o que não disse. A reforma do ministro e o ordenado de ministro, a subida dos impostos e as regras ora impostas, o “não” da Holanda e a França a dizer “não”, a negativa de Freitas e a aparência negativa, a morte de Gonçalves e agora Eugénio é morto, a vida de Cunhal que já disse adeus à vida.

Voltei, voltei…

Saturday, June 11th, 2005

…voltei de lá, ainda hoje estava em França e agora já estou cá.

E é assim, a zona de Toulon (mais a zona circundante do que propriamente Toulon) é gira e tal, mas doze dias fora de casa em trabalho, a dormir no hotel e etc. é fruta a mais.