Archive for July, 2005

O meu emprego é melhor que o teu

Sunday, July 31st, 2005

A TVI meteu no ar esta noite três directos (três!) que, no conjunto, fizeram chorar as pedras da calçada, a múmia do Lenine, a Nossa Senhora dos Aflitos e o Senhor da Pedra, em Miramar.

Aquela estação de televisão juntou num só “pivot” o encerramento do nortenho “O Comércio do Porto”, a suspensão da publicação “A Capital” e o último espectáculo desse sorvedouro de dinheiro que dava pelo nome de “Ballet Gulbenkian”.

É impressionante a capacidade criativa demonstrada pelos profissionais da TVI: perante três casos de desemprego colectivo, estruturaram uma peça jornalística que incluía três directos (dois em redacções, um num palco) plenos de emoção, apelando ao lado mais sentimental e poético de cada um dos telespectadores. E não se coibiram de dizer frases como “os jornalistas não quiseram deixar de vir à Redacção, mesmo não estando escalados para serviço” ou “os bailarinos estão emocionados por ser esta a última vez que actuam juntos”.

Emoção? Isto para mim tem outro nome: chama-se desemprego. Palavra que, curiosamente, não foi nunca citada ao longo de toda a peça. Um mecânico fica desempregado, um artista ou jornalista fica emocionado. É isso? Expliquem-me lá, que eu não percebi…

Dias sim e dias não

Wednesday, July 27th, 2005

Ele há dias bons e dia menos bons. Estes têm sido dias assim para o mau. Ou, como diria um colega meu, médio maus. Talvez sejam dias talvez… Talvez, não sei! Bem, o que interessa é que estes últimos dias não têm sido muito inspiradores. Ele é bombas, ele é seca, ele é chuva e frio em pleno Verão por terras de Sua Majestade - sua não, deles. Mas o grande problema é que o blog cá se vai arrastando e a culpa é só minha (ou nossa, ou média minha, minha talvez)… O Al, que nem a formiguinha trabalhadora naquele filme em que contracena com a cigarra, -lhe sem parar e os restantes levianos vão-se deixando andar até que a vergonha seja tanta que tenham mesmo que parar para escrever umas linhas. Al, continua… És o nosso Norte!

Dou comigo a pensar que a razão pela qual não escrevo é porque nada tenho para partilhar mas, lentamente, as coisas lá vão aparecendo. O problema é que, infelizmente aparecem-me quando menos jeito me dão, como agora, às 16:39 de uma Quarta-feira quando eu tenho uma carga de trabalho que tenho para despachar antes do fecho. Creio que há sempre uma história para contar. Umas pior que outras mas, ainda assim, a oportunidade de garrular está sempre lá.

Tenho uns 7 posts alinhados que não consigo acabar e publicar. Entre o full-time e o part-time não sobra muito tempo. E, quando sobra, é para respirar.

Aos demais, em particular ao Al, peço desculpa. Prometo tentar melhorar. Aliás, vai mesmo ter de ser porque, com o Al de fora, se não ficamos de olho o blog morre.

With a little help from my friends

Wednesday, July 27th, 2005

In fact, it was the Cold War that destroyed the Portuguese empire (in Angola and Mozambique), as the USA and USSR tried to increase their sphere of control. The first action was made by the USA in Angola in late 1960’s. The USA created an independence movement for Angola, leaded by an Afro-American (very possibly, a CIA agent) who declared himself as an Angolan (although he could only speak English, he could not speak Portuguese, French or African languages, as it would be expected in that region - because of this, even at the time, many saw that he was not Angolan nor from the Region), this group killed thousands of Portuguese and Africans in a terrorist attack in Northern Angola farms (the fazendas). This was the event that started the war in Angola.

in Portuguese Empire - Fall

Os Americanos e as suas trafulhices do costume. Dá de um lado, tira do outro, Paz aqui, Guerra ali. Incrível como os toleramos.

Volto já

Wednesday, July 27th, 2005

Afastado da blogagem (lindo termo) para afazeres profissionais e de formação. Para uns será uma lamentável perda, para outros o fim das dores de cabeça. Àqueles que choram pelo meu regresso, prometo ser breve.

O capitão da sua alma

Sunday, July 24th, 2005

Fazendo um zapping pela TV, paro no programa de José Hermano Saraiva porque o alegado historiador independente falava sobre a invenção de Gutenberg e tentava fazer qualquer coisa parecida com a história da tipografia.

Em certa altura do Portugal de Quinhentos, lembrava Saraiva, o povo começou a querer saber mais, pelo que procurou aprender a ler apesar de esse privilégio estar até então reservado aos mais ricos e poderosos.

José Hermano Saraiva referiu que, através do recurso aos métodos de impressão que se iam inventando, as pessoas começaram a ter acesso aos livros, em edições que chegavam aos 300 exemplares. E concluía a história com esta lição de moral: “E isso foi importante, porque o povo pôde aprender a ser dono de si próprio. O povo deve ser o capitão da sua alma!”

Muito bem dito, este homem é um verdadeiro fenómeno de sabedoria e humanismo. “O povo deve ser o capitão da sua alma!” - eu próprio não diria melhor. Pena é que José Hermano Saraiva não se tenha lembrado disso quando, entre 1968 e 1970, foi Ministro da Educação Nacional no regime bolorento, tacanho e fascista de Oliveira Salazar.

Reviver o passado

Sunday, July 24th, 2005

“Mário Soares revelou hoje que vai ‘reflectir e contactar sectores muito alargados da sociedade portuguesa’ antes de decidir se se recandidata à Presidência da República, salientando que o apoio que lhe foi dado por José Sócrates ‘tem um peso inegável’”, noticia o Público.

Sem pretender pôr em causa o valor de Soares, apetece dizer que estamos a virar-nos demasiado para o passado por não termos soluções entre os mais novos. Quem será o próximo convocado? El-Rei D. Sebastião?

Domidosch, domitreis…

Friday, July 22nd, 2005

Deivid, o novo reforço do Sporting Clube de Portugal, já cá chegou e, pelos vistos, até está a pensar em tornar-se cidadão nacional. Em entrevista à TVI, presume-se que respondendo à pergunta sobre os seus objectivos ao serviço dos “leões”, o ponta-de-lança respondeu num dialecto que me era completamente desconhecido.

Deivid

Dizia ele: “Já fui campeão em domidosch, domitreis, domiquatro…”.

Juro que, na minha ignorância crónica relativamente ao mundo do futebol, cheguei a pensar, por segundos, que ele estaria a falar de qualquer competição nacional do Brasil - o “Domi” - e suas categorias: Domi I, Domi II, Domi III…

Mas não. Passados esses segundos de perplexidade, e ouvindo o resto da frase - “… e, em dosmiu e cinco, espero também ser campeão…” -, percebi que Deivid estava mesmo a falar português. Ou qualquer coisa parecida com isso…

Cansado

Friday, July 22nd, 2005

Campos e Cunha

Campos e Cunha saiu do governo ao fim de quatro meses invocando “razões pessoais e familiares e cansaço”, noticia a imprensa. Lá está - eis a confirmação de que trabalhar para o Estado cansa.

Outras dúvidas

Thursday, July 21st, 2005

“O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, adiantou hoje, em conferência de imprensa, que foram colocados pelo menos quatro engenhos explosivos, em três estações do metropolitano e num autocarro”, noticia o “Público”.

Se ainda restassem dúvidas quanto à impossibilidade total de o mundo combater este tipo de ataques, ficariam agora completamente dissipadas. Quanto mais depressa percebermos isso, melhor…

Dúvida existencial

Thursday, July 21st, 2005

Se um agente da PSP recebe subsídio de risco por ser polícia, o arquitecto de uma câmara municipal não deveria também merecer apoio financeiro do Estado para trabalhar com o AutoCad?

ACTUALIZAÇÃO Isto é uma piada. Ou era. Quando se torna necessário explicá-las…