Archive for October, 2005

Einstein, Darwin e a Universidade de Aveiro

Friday, October 28th, 2005

Albert Einstein and Charles Darwin sent and received thousands of letters during their lives, and their correspondence shows the same pattern of communication as modern-day e-mails, scientists say.

(…)

Both scientists generally responded to a letter within 10 days of receiving it, researchers from the University of Notre Dame in Indiana, Universidade de Aveiro in Portugal and Harvard University in Boston found.

in Einstein, Darwin generated letters like e-mails

UPDATE:

João Gama Oliveira é o aluno de doutoramento em Física na Universidade de Aveiro que, em colaboração com o Prof. Albert-László Barabási, da Universidade de Notre Dame (EUA) investigou os hábitos de escrita de cartas de Einstein (1879-1955) e Darwin (1809-82).

Podem ler a notícia no @ua_online e no site do departamento de Física da UA podem encontrar mais informações acerca desta descoberta incluindo um PDF do artigo original publicado na revista Nature.

Sócrates, põe os olhos nisto…

Friday, October 28th, 2005


A economia espanhola criou 930 mil novos empregos nos últimos doze meses terminados em Setembro, foi hoje anunciado pelo instituto de estatística espanhol.

in Público

You Know What? Just Shut Up

Thursday, October 27th, 2005

As intrusive noises go, the car alarm is one of the worst offenders. But there are plenty of others, too (…).

How about the ringtone on a cell phone? I never thought I’d see the day when the opening bars of Beethoven’s Fur Elise would tick me off (…). Sublime music is not meant to be trivialized through reduction to electronic burps and gurgles. I thought about customizing my ringtone once, to have it sound like a woman moaning in ecstasy. (…) Bad taste, I was told. (Bad taste? This is America, the Fertile Crescent of bad taste.) Yeah, it probably is in bad taste. I think bastardizing Beethoven is worse, actually, but that’s just me.

But even butchered Beethoven is better than some of the other sounds these phones make. (…) They’re stupid and intrusive, especially when they go off at a public event (…) or anywhere human beings gather for social intercourse.

Put your phone on vibrate and stick it in your pocket. Don’t worry, you’ll feel it. Stick it in the right pocket, and it might feel pretty good.

in You Know What? Just Shut Up por Tony Long.

Uma passagem de um novo artigo do mesmo autor da crónica intitulada ‘Dark Underbelly of Technology’ sobre a qual escrevi há uns dias.

Je ne comprend pas français

Tuesday, October 25th, 2005

Belle
Oi lienda
Bella che fa?
Bonita, bonita que tal?
But belle
Je ne comprend pas français
So you’ll have to speak to me
Some other way

in In Between Dreams por Jack Johnson.

Este senhor é que tinha razão.

Aguardo impacientemente pelo dia 3 de Março de 2006.

Jack Johnson - In Between Dreams

Cats and dogs - the fundamental difference

Tuesday, October 25th, 2005

…the fundamental difference between the two is perhaps in their way of thinking. A dog thinks: “They feed me, they shelter me, they love me - they must be gods.” A cat thinks: “They feed me, they shelter me, they love me - I must be God.”

– autor desconhecido

So far away, Mimi

Sunday, October 23rd, 2005

O universo da música tem muitos mistérios. Um deles é aquilo que certa gente diz quando canta e que nós não entendemos, principalmente se não tivermos acesso à letra original. A quem não aconteceu já andar meses, mesmo anos, a cantar uma musiquinha dizendo palavras que nunca foram escritas pelo autor?

A mim já. E não foram poucas as vezes. O “Morrison Hotel” que havia lá em casa quando eu era um puto imberbe não trazia as letras e eu devo ter cantado o “Roadhouse Blues” de umas quatro ou cinco maneiras diferentes. Lembro-me de, mais tarde, discutir com os amigos sobre o que JJ Cale dizia sobre a cocaína - “She’s a fact” ou “She don’t lie”? Coisas completamente diferentes, como se vê, mas é verdade que, para alguns, erradamente embora, a droga soava como “um facto”. Mais tarde ainda, e numa teoria disparatada, um colega terá ouvido algo como “Xicolai”, o que, soando parecido, nem sequer é diferente mas absurdo.

Recordo-me que “Their Satanic Majesties Request”, álbum psicadélico com que os Rolling Stones “responderam” ao “Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band”, dos Beatles, me foi dado a conhecer através de uma cassete áudio e, claro, as letras também não estavam disponíveis. Pior - nem sequer os títulos das músicas. Daí que não seja de estranhar que eu, gajo jovem, tenha achado que “She’s a Rainble” estava perfeitamente correcto quando na verdade se falava de arco-íris. Quando peguei no LP pela primeira vez, redimi-me dos meus pecados e andei a apregoar aos sete ventos que, “afinal, não é assim como eu cantava”.

Mas os tempos são outros. A Internet trouxe luz sobre milhares e milhares de letras de canções que toda a gente andava a cantarolar com palavras de outras histórias. Ainda hoje me surpreendo com algumas pérolas que encontro, desenterrando erros do passado e corrigindo-os na primeira oportunidade.

De modo que, em jeito de homenagem, deixo aqui uma palavra de solidariedade para aquele rapaz que, há uns anos, no bar do costume, ouvia “You’re so far away from me”, dos Dire Straits, enquanto bebia uma cerveja e batia o ritmo com o pé. Espero que a Internet tenha chegado já a sua casa, e que ele tenha deixado de cantar, na placidez de um domingo à tarde, a eterna canção de amor que tem como refrão “You’re so far away, Mimi…”.

Live a little

Thursday, October 20th, 2005

Working on the computer is a little like masturbation: It’s best accomplished in the privacy of your own home.

in Dark Underbelly of Technology

Uma passagem anedótica - com a qual concordo perfeitamente - num artigo extremamente interessante escrito pelo copy-chief da Wired que, apesar de escrever para uma revista tecnológica, se confessa um Luddita. Afirma não se tratar de um artigo anti-tecnologia mas antes um que procura colocar em perspectiva o homem e a sua relação com a tecnologia.

The farther we advance and the faster we go, the more we seem to be losing touch with our basic humanity.

Talvez pareça estranho ler isto de um licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação no entanto, enquanto geek assumido, tento não fazer da tecnologia religião e não deixar que me comande a vida. Pessoalmente tenho uma relação amor-ódio com os zeros e uns. Talvez se deva exactamente ao facto de achar que nem sempre ajudam a tornar a minha vida melhor. Gosto dos meus gadgets mas, ao mesmo tempo, não posso com eles. Detesto telemóveis, PDAs e computadores. Detesto a dependência que tenho desta tecnologia. Ainda, e apesar de haver quem não acredite, detesto ter de carregar estas coisas de trás para a frente. Gosto da companhia das pessoas (de quem eu gosto) sem ter telemóveis a tocar ou portáteis no colo. E, numa nota pessoal, abomino pessoas que mantêm longas conversas ao telemóveis em locais e transportes públicos (maldita seja a TAP que vai começar a permitir que se utilizem telemóveis em trânsito aéreo).

…human beings are not meant to go as fast as modern technology compels them to go. Technology might make it possible to work at warp speed, yes, but that doesn’t make it healthy.

Cada vez mais e mais tento “desligar-me da tomada”. Infelizmente, muito devido ao trabalho, ainda passo demasiadas horas de olhos no ecrã, uma mão no rato e outra no teclado e com o telemóvel ao ouvido. Ah, que saudades que eu tenho das tertúlias no café dos Galitos, das futeboladas, dos passeios de bicicleta e dos almoços às 3 da tarde aos Domingos lá em casa.

Taking a spin on an old bike, with old parts, reminds you that it’s not about the bike, but about the ride.

in Pedals From the Past

2 milhares de milhões

Tuesday, October 18th, 2005

Eu ia escrever um post sobre como os co-fundadores do Google ganharam quase 2 biliões de dólares na compra e venda de acções do próprio Google mas depois pensei “e isso interessa a quem?”.

É incrível este fascínio pelo dinheiro que os outros ganham e eu não…

Rookie of the Year

Monday, October 17th, 2005

“To finish the season with such a high record of race finishes, great reliability, Best Rookie Of The Year, Man Of The Race in Spa, a podium at Indy, is unbelievable,” declared the Jordan driver, who has no confirmed drive for 2006.

in Monteiro claims Rookie Of The Year honour

Venham daí os patrocínios…

A gaja do copy paste

Saturday, October 15th, 2005

Há, pelo menos, duas coisas na vida que nunca foram suficientes para fazer despertar o meu lado mais intelectual de esquerda: os discos dos Delfins e os livros de Margarida Rebelo Pinto.

E, depois ter lido o que li sobre a pseudo-escritora no blog Esplanar, percebi que os meus neurónios têm mesmo toda a razão: a gaja escreve, de facto, mal e porcamente; não sabe utilizar metáforas; não sabe criar personagens; tem um vocabulário de uma pobreza franciscana; repete frases inteiras de livro para livro; repete frases no mesmo livro; repete parágrafos completos de uma “obra” para a seguinte; dá erros de Português; e, no fim, ri-se muito porque vende aos milhares.

I love to copy and paste!

Vale a pena ler o estudo de João Pedro George, que fiquei a admirar, e a quem apresento o meu abraço solidário. Confessa ele, depois de ter mergulhado na “obra” da “escritora”: “Regressado à superfície, posso afirmar, com propriedade, que Margarida Rebelo Pinto despertou o masoquista que há em mim. Que lê-la, do primeiro ao último livro, foi um tormento digno da Bíblia.”

P.S. - Este post vai categorizado em “humor”. Ainda pensei em “arte e cultura”, mas isso seria pôr Margarida e Saramago no mesmo saco…