Live a little

Working on the computer is a little like masturbation: It’s best accomplished in the privacy of your own home.

in Dark Underbelly of Technology

Uma passagem anedótica - com a qual concordo perfeitamente - num artigo extremamente interessante escrito pelo copy-chief da Wired que, apesar de escrever para uma revista tecnológica, se confessa um Luddita. Afirma não se tratar de um artigo anti-tecnologia mas antes um que procura colocar em perspectiva o homem e a sua relação com a tecnologia.

The farther we advance and the faster we go, the more we seem to be losing touch with our basic humanity.

Talvez pareça estranho ler isto de um licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação no entanto, enquanto geek assumido, tento não fazer da tecnologia religião e não deixar que me comande a vida. Pessoalmente tenho uma relação amor-ódio com os zeros e uns. Talvez se deva exactamente ao facto de achar que nem sempre ajudam a tornar a minha vida melhor. Gosto dos meus gadgets mas, ao mesmo tempo, não posso com eles. Detesto telemóveis, PDAs e computadores. Detesto a dependência que tenho desta tecnologia. Ainda, e apesar de haver quem não acredite, detesto ter de carregar estas coisas de trás para a frente. Gosto da companhia das pessoas (de quem eu gosto) sem ter telemóveis a tocar ou portáteis no colo. E, numa nota pessoal, abomino pessoas que mantêm longas conversas ao telemóveis em locais e transportes públicos (maldita seja a TAP que vai começar a permitir que se utilizem telemóveis em trânsito aéreo).

…human beings are not meant to go as fast as modern technology compels them to go. Technology might make it possible to work at warp speed, yes, but that doesn’t make it healthy.

Cada vez mais e mais tento “desligar-me da tomada”. Infelizmente, muito devido ao trabalho, ainda passo demasiadas horas de olhos no ecrã, uma mão no rato e outra no teclado e com o telemóvel ao ouvido. Ah, que saudades que eu tenho das tertúlias no café dos Galitos, das futeboladas, dos passeios de bicicleta e dos almoços às 3 da tarde aos Domingos lá em casa.

Taking a spin on an old bike, with old parts, reminds you that it’s not about the bike, but about the ride.

in Pedals From the Past

Enter your e-mail address to receive notifications when there are new posts


4 Responses to “Live a little”

  1. AL Says:

    Desculpa, não consegui ler tudo. Estou com uma chamada no ouvido esquerdo, o outro ouve a TV e ainda tenho de vigiar o arroz no micro-ondas…

  2. AD Says:

    :)

  3. boblog » Blog Archive » You Know What? Just Shut Up Says:

    […] mesmo autor da crónica intitulada ‘Dark Underbelly of Technology’ sobre a qual escrevi há uns dias.

    This ent […]

  4. MC Says:

    Chama-se a isto growing old - que é diferente de envelhecer.

    Envelhecer é ficar mais velho sem que haja uma mais-valia (ups, lá vêem os gajos das Finanças), é passar o calendário, é perder juventude sem ganhar nada em troca.

    Growing old soa mais a uma cedência/troca, perco juventude mas ganho experiência e conhecimento.

    A minha “visão” é demasiado biased ou o Inglês é, efectivamente, uma forma de expressão verdadeiramente fabulosa?