Anda toda a gente preocupada com o vírus da gripe das aves, mas ainda não vi ninguém amedrontar-se perante a bactéria que põe pivots de telejornal, políticos e homens do desporto a começar as frases com “Dizer que…”.
Ainda hoje, no jornal da TVI, o presidente do Benfica, aliás “essa grande instituição que é o Benfica”, metia, a meio das suas importantíssimas declarações, uma frase que começava precisamente dessa forma.

O que esta gente não entende – e “nesta gente” estão incluídas pessoas como Rodrigo Guedes de Carvalho ou qualquer um de 76 treinadores e jogadores de futebol -, o que eles não entendem, dizia, é que este tipo de frases ficam completamente coxas. Se eu disser “Dizer também que me estou borrifando para o futebol” não é, certamente, o mesmo que afirmar que “Há que dizer também” que me estou nas tintas para a derrota do Benfica.
Enfim, o mal é que parece que a moda veio para pegar. Dizer que está mal. Está bem?…
Dizer que prontos a gente compreendemos o que dises.