Já foi em Novembro, mas é sempre tempo para falar de coisas singulares. À terceira tentativa, e como que a comprovar a sabedoria do ditado popular, este vosso criado ficou aprovado no exame prático de condução.
Tal como acontece com milhares (milhões?) de outros condutores por esse país fora, a minha aprovação não significa que possa dizer-se, com toda a propriedade, que nesse dia fiquei apto para conduzir. Essa aptidão tem sido conquistada no dia-a-dia, à custa de algumas “asneiras inocentes”, sem que, contudo, tenha alguma vez posto em risco a minha segurança ou a de terceiros.
Serve o intróito para abrir aqui um par de posts sobre “a condução nas estradas portuguesas”. Eu sei, o tema chegava e sobejava para produzir uma tese de doutoramento, e por isso aguardam-se sugestões.
Primeira pergunta sobre o assunto: por que é que tantos e tantos condutores insistem, na hora do lusco-fusco, em circular com os mínimos ligados? É só para poupar a bateria ou trata-se, simplesmente, de uma prova clara de que já não se lembram do que diz o código da estrada?
Eu explico. E, para que tudo fique claro como lama, até vou utilizar exemplos recorrentes da esperteza saloia das escolas de condução e quejandos:
Pergunta “Como é que um condutor assinala a sua presença quando circula numa estrada?”
Resposta “Não… não é com as luzes de presença [mínimos]. Isso era só para confundir! A resposta é: deve utilizar as luzes de cruzamento [médios]!”