Archive for March, 2006

AZERTY

Friday, March 31st, 2006

Afinal até consegui acesso a net. Infelizmente os teclados sao AZERTY e, apesar das diferencas serem poucas, é suficiente para me baralhar o sistema. Seja como for ja so sobram 5 minutos de crédito aqui no computador do lobby do hotel e, a 2 € cada 15 minutos, não me parece que ca volte assim tão cedo.

Maintenant je vais dormir…

Je vais a Paris

Thursday, March 30th, 2006

Estou no Eurostar a caminho de Paris e, enquanto tento apreciar a paisagem, deixo-vos um bonjour aqui no boblog.

The English countryside is very quaint et je croix que je vais aimer Paris.

A julgar pela velocidade a que vamos daqui a nada estamos a atravessar o canal da Mancha. Agora sim percebo porque lhe chamam TGV (ai Pendular, Pendular!).

Em França não há internet para ninguém pelo que mando notícias para a semana.

Au revoir,
Adriano (ler com sotaque Francês)

O exemplo vem sempre de cima

Wednesday, March 29th, 2006

O Estado português anda a gastar 140 mil euros por ano com a remuneração das reuniões trimestrais do Conselho Consultivo Regional do Centro de Emprego e Formação Profissional (IEFP), reuniões que em muitos casos não chegam a ser realizadas.

As contas foram feitas pelo Correio da Manhã, que adianta que, segundo o IEFP, o valor para cada um dos membros daquele órgão é de 210,21 euros. Mas “a falta de um elemento (…) não dá direito à perda de gratificação”.

Anda um desempregado a chatear-se para isto…

I admire the Pope

Thursday, March 23rd, 2006

I admire the Pope. I have a lot of respect for anyone who can tour without an album.

por Rita Rudner

Meu grande amigo Judas

Monday, March 20th, 2006

O nome de Judas é sinónimo de traição, mas pode deixar de ser caso se aceite como autêntico um documento antigo, cuja tradução integral será revelada no próximo dia 6 de Abril. Expõe a relação entre o apóstolo maldito e Jesus Cristo, apresentando-os como muito próximos.

in correioDaManha.pt

Mas o bispo português Januário Torgal Ferreira já fez saber que duvida da autenticidade do documento, tendo afirmado àquele jornal que “dificilmente aparecerá algum texto capaz de negar a realidade: Judas foi infiel a Cristo”.

Ainda bem que a nossa Igreja sabe a verdade toda. Assim já podemos marimbar-nos para o dia 6 de Abril…

Tax man uses special computer for Bill Gates

Saturday, March 18th, 2006

O homem é tão podre de rico que os computadores normalmente usados pelas Finanças americanas não são capazes de processar os seus impostos.

The tax office have had to splash out on a special computer that can accomodate all those 00000000s without squealing like a pig.

in The Inquirer

O PCP está chateadinho

Friday, March 17th, 2006

O PCP acusou esta quarta-feira, 17 de Março, o Presidente da República, Cavaco Silva, de ter usado um critério de “cumplicidades partidárias” e de “círculo de amigos” na escolha dos cinco membros do Conselho de Estado que lhe cabe nomear, conforme o Público noticiou oportunamente.

Só é triste que os comunistas não tenham tido a lembrança de se indignar quando Sampaio decidiu deixar de fora o CDS-PP. Vale a pena ler, a propósito, o editorial de hoje daquele diário, assinado pelo seu director, José Manuel Fernandes (ele, às vezes, acerta).

“Maceo, blow your horn!”

Friday, March 17th, 2006

Maceo Parker - London, 16th March 2006

Aos 63 anos este homem é uma lenda viva e um exímio showman! Ontem tive o prazer de assistir a mais um grande concerto (o primeiro foi no Hard Rock em Gaia). Duas horas e meia, repito, duas horas e meia sempre a rasgar com um total controlo da banda e sentido de ritmo. E, alegadamente, é sempre assim nos 250 concertos que toca num ano.

“If Maceo is not on the groove, then the groove is not on.”
Stevie Wonder

Numa carreira com mais de 40 anos começou a tocar com o Godfather of Soul - Mr. James Brown -, segui-se uma breve incursão por uma carreira a solo com a banda Maceo & All the Kings Men que fundou com o seu irmão, e depois de voltar a tocar com James Brown integrou a banda Parliament (Bootsy Collins anyone?) de George Clinton. Ainda voltou a tocar com James Brown na década de 80 e nos anos 90 dedicou-se em pleno à sua carreira a solo.

Desde o álbum Dial M-A-C-E-O que tem colaborado frequentemente com o Prince acompanhando-o em concertos e contribuindo em vários álbums. Nos últimos anos tem tocado frequentemente com o Prince.

Para nós, lusos, é também de notar que tocou com o Pedro Abrunhosa no álbum Viagens (álbum gravado no estúdio do Prince: Paisley Park Studios. Há umas fotografias de ambos no livrinho que acompanha o CD.

2% Jazz, 98% Funky Stuff!
Maceo Parker

Em palco faz-se acompanhar por Ron Tooley (trompete), Greg Boyer (trombone), Bruno Speight (guitarra), Rodney Skeet Curtis (baixo), Jamal Thomas (bateria), Will Boulware (teclas), Corey Parker e Martha High (backing vocals).

Ainda não há concertos marcados para Portugal mas fiquem de olho porque é um oportunidade imperdível.

Mais info no site oficial.

Conduzir II

Thursday, March 16th, 2006

Tenho o hábito muito irritante - capaz de levar ao desespero cerca de 95% dos condutores portugueses - de circular dentro dos limites de velocidade impostos.

E é por isso que, quando o civilizado automobilista que circula “na minha retaguarda” começa a apontar-me os máximos (de noite) com demasiada insistência, ou decide (de dia) buzinar sem motivo aparente, eu presumo que estará a felicitar-me pela minha conduta. Só pode ser isso.

Conduzir I

Thursday, March 16th, 2006

Já foi em Novembro, mas é sempre tempo para falar de coisas singulares. À terceira tentativa, e como que a comprovar a sabedoria do ditado popular, este vosso criado ficou aprovado no exame prático de condução.

Tal como acontece com milhares (milhões?) de outros condutores por esse país fora, a minha aprovação não significa que possa dizer-se, com toda a propriedade, que nesse dia fiquei apto para conduzir. Essa aptidão tem sido conquistada no dia-a-dia, à custa de algumas “asneiras inocentes”, sem que, contudo, tenha alguma vez posto em risco a minha segurança ou a de terceiros.

Serve o intróito para abrir aqui um par de posts sobre “a condução nas estradas portuguesas”. Eu sei, o tema chegava e sobejava para produzir uma tese de doutoramento, e por isso aguardam-se sugestões.

Primeira pergunta sobre o assunto: por que é que tantos e tantos condutores insistem, na hora do lusco-fusco, em circular com os mínimos ligados? É só para poupar a bateria ou trata-se, simplesmente, de uma prova clara de que já não se lembram do que diz o código da estrada?

Eu explico. E, para que tudo fique claro como lama, até vou utilizar exemplos recorrentes da esperteza saloia das escolas de condução e quejandos:

Pergunta “Como é que um condutor assinala a sua presença quando circula numa estrada?”

Resposta “Não… não é com as luzes de presença [mínimos]. Isso era só para confundir! A resposta é: deve utilizar as luzes de cruzamento [médios]!”