Archive for May, 2006

Areia, Paraíba, Brasil

Wednesday, May 10th, 2006

Perante a minha insistente curiosidade em saber números relativos a este blog, o AD lá deve ter achado que já era tempo de eu lhe desamparar a loja e, vai daí, registou-me no site que lhe fornece os dados das visitas.

São números curiosos, que nos indicam, entre outros parâmetros, a localização geográfica dos cibernautas no momento do acesso ao Boblog, o seu tempo de permanência e a “porta” por onde entraram.

Foi na sequência desse novo olhar sobre o nosso espaço que, nos últimos dias, e entre outros factos curiosos, acabei por notar que “Areia” era uma dessas localizações habituais, constando a terra (”Será uma terra?”) nos tops de visitas.

Fui ao Google. Para lá do previsível “Cimento e Areia”, do utilíssimo “Areia - Wikipédia” ou do pouco surpreendente “Glossário Geológico”, lá apareceu o resultado pretendido. No site do Governo da Paraíba, Brasil, pode ler-se que Areia é o “principal município do Brejo Paraibano” e que “surgiu como povoado em 1625″. Mais: aquela é “a cidade natal do pintor Pedro Américo, do escritor José Américo de Almeida e do Padre Azevedo, inventor da máquina de escrever”.

A localidade fica a 120 quilómetros da capital, João Pessoa, é “uma pacata cidade do interior” e tem cerca de 30 mil habitantes. A quem quer que nos leia aí por esses lados: um grande abraço cá de casa!…

Os anos da minha vida. Sem carta…

Wednesday, May 10th, 2006


Depois de 35 anos a conduzir nas estradas portuguesas e de outros países, sem nunca se ter envolvido em qualquer acidente de viação, Alberto Pereira recebeu no passado domingo, pela primeira vez na vida, ordem para parar pela GNR da Póvoa de Lanhoso. Confessou de imediato que nunca possuiu licença de condução.

in Correio da Manhã

Preocupados

Wednesday, May 10th, 2006

Se há coisa de que a gente lusa não pode queixar-se é falta de preocupação por parte dos seus líderes. Principalmente quando os sucessivos chefes de Estado fazem questão de assumi-lo publicamente.

Desta vez, foi o recém-eleito PR Cavaco Silva a admitir estar “preocupado com a situação actual do País”, querendo “desenvolver iniciativas que contribuam para alterar a falta de autoconfiança dos portugueses”.

De um mudo e esfíngico Eanes passámos a um Soares fixolas. E daí saltámos para um Sampaio constantemente “preocupado”. Bom seria que essa inquietação dos nossos Presidentes, que pode significar muito e quase nada, tivesse mais efeitos práticos. Digo eu, que sou barbeiro…

Isto é um não-post!

Saturday, May 6th, 2006

O ministro dos Negócios Estrangeiros dá uma entrevista à “Única”, revista do Expresso. O jornal chega às bancas e cai o Carmo e a Trindade, porque a manchete é “Freitas cansado no MNE”.

Freitas do Amaral reage ao título (não ao conteúdo da entrevista) e promete para a tarde uma conferência de imprensa para desmentir o que não havia dito.

A oposição, claro, não perde tempo. Marques Mendes considera que um ministro estar cansado ao fim de um ano de governo “não é um bom presságio”. Pires de Lima ensaia a piada fácil e previsível e, com cara de homem sério que se atribui a si mesmo uma enorme graça, diz ter chegado o tempo de demitir Freitas do Amaral; e sugere a Sócrates que o alivie do “fardo” do ministério. Jerónimo de Sousa é cauteloso e opina ser “precipitado” comentar, para já, as declarações.

Freitas do Amaral

Entretanto, Freitas reúne com o primeiro-ministro, que o terá convencido a cancelar a conferência de imprensa da tarde. O ministro emite, ainda assim, um comunicado desmentindo categoricamente que tenha afirmado ao Expresso que estava cansado do ministério, explicando que o que havia dito era, simplesmente, que essas funções são cansativas (o que, convenhamos, não é bem a mesma coisa…).

O director do Expresso, por seu lado, revela-se “perplexo” com o desmentido de Freitas. E, claro, as TVs dedicam boa parte dos seus telejornais ao assunto.

Eu até poderia, se estivesse praí virado, dissertar sobre o cansaço. Ou sobre o cansaço dos ministros. Ou o da oposição. Das televisões. Das manchetes do Expresso. Mas não vou por aí. O que apetece perguntar, apenas, é: NÃO HÁ NADA MAIS IMPORTANTE NESTE PAÍS COM QUE A GENTE SE DEVA PREOCUPAR?…

Este tipo passa-se…

Wednesday, May 3rd, 2006

Keith Richards, mítico guitarrista dos Rolling Stones, subiu a um coqueiro nas ilhas Fiji e… caiu! Teve mesmo de ser internado devido a uma hemorragia cerebral.

Ó pá, livra-te de não vires tocar ao Porto em Agosto!

Eu juro!

Wednesday, May 3rd, 2006

Eu juro que vi titulada como “Ai!” essa foto dos soldados sendo vacinados. Mas lá devem ter achado, no publico.pt, que a expressão era algo foleira. Depois do almoço já a tinham alterado…

Amor e mar e Cesária

Monday, May 1st, 2006

Da passagem por Cabo Verde trouxe também “Rogamar”, o mais recente CD de Cesária Évora.

Hoje deixo aqui a letra da canção “Amor e Mar”, que fala de dois elementos plenos de mistério. A tradução portuguesa é da minha responsabilidade, pelo que se agradece alguma condescendência…


Amor e Mar

Amor é mister
Sima mar di mund inter
Si raso é paixão
Si fundo amizade
Ora bom pa mergudjâ
Ora bom só pa boiâ
Pa manhã podê tem lembrança

Amor sima mar
Tem dia sim, tem dia não:
Si vento ca soprâ
Bonança, mansidão
Si fazê um viração
Guida bem di coração
Pa manhã podê tem lembrança

Si na mar tem spin
També tem planta
Qui ta da flor
Tudo cor.
Amor podé firí
Amor també podé florí
Rotcha di mar
Ta dá praia di amor
Pa manhã podê tem lembrança

Adalberto “Betú” Silva
(letra e música)
“Rogamar”, Cesária Évora
(p) (c) 2006 Lusafrica

Amor e Mar

O amor é um mistério
Como qualquer mar do mundo
Se raso, é paixão
Se profundo, amizade
Ora é bom p’ra mergulhar
Ora bom p’ra flutuar
Para que amanhã possamos recordar

O amor, tal como o mar,
Tem dias sim e dias não:
Se sopra uma brisa
Tudo é bonança, mansidão
Se o vento é forte
Cuida do teu coração
Para que amanhã possamos recordar

E se o mar tem espinhos
Também as flores coloridas os têm.
O amor pode ferir
Mas também pode florir
As rochas do mar
Tornam-se praias de amor
Para que amanhã possamos recordar