Archive for September, 2006

Foi você que pediu… um país assim?

Wednesday, September 27th, 2006

A propósito do Envelope 9, o Bloco de Esquerda queria que o ainda Procurador-Geral da República, Souto Moura, fosse ao Parlamento explicar os contornos do caso (que, de resto, acaba de conhecer outros desenvolvimentos).

A maioria socialista chumbou a proposta de audição, dizendo “não querer dar esse incómodo” ao Procurador, que por acaso cessa funções a 9 de Outubro.

Souto Moura passeia-se pela Justiça alegremente tal qual o funcionário público que, por “cunha”, arranjou emprego numa câmara municipal e que fica muito indignado quando alguém lhe pede contas do trabalho que devia desenvolver mas que nem sequer conhece.

Tudo isto com a conivência do PS, o que, em boa verdade, é igual ao litro - tanto podia ser o PS como o PSD, o descaramento seria o mesmo. Em matéria de “não querer incomodar”, podem juntar-se os dois, ficam sempre bem na fotografia.

Será por isso que não me saiu o Euromilhões?…

Monday, September 25th, 2006

ridículo

Durante algum tempo

Saturday, September 23rd, 2006

A famigerada “Lei Anti-Tabaco”, cujo conteúdo exacto quase ninguém conhece, teve por estes dias um desenvolvimento curioso: afinal, e “durante algum tempo”, os proprietários de bares, restaurantes, discotecas e similares vão poder decidir se querem ou não clientes fumadores.

Diz-se que é por uma questão de hábitos, que será necessário dar tempo às pessoas para se ambientarem à iminência da proibição, talvez para irem reduzindo os cigarros que tomam a seguir à bica até chegarem ao dia em que - puf! - não sentem já a tentação de puxar pelo maço.

Ora, esta do “durante algum tempo” faz-me lembrar uma outra proibição, aqui em Espinho, relativa ao estacionamento de veículos. Recentemente, o centro da cidade foi alvo de uma requalificação urbana - cheia de erros grosseiros, diga-se -, tendo o genial arquitecto achado que Espinho necessitava de passeios mais largos e muitas ciclovias.

Quem conhecer minimamente a cidade saberá que “passeios mais largos” e “muitas ciclovias” não eram cá coisas de que se precisava. Até porque o fluxo de peões não é assim tão grande e depois porque Espinho não é propriamente uma terra plana que convide ao uso sistemático da bicicleta.

Resultado: os automobilistas começaram a estacionar nas ciclovias, perante a ridícula condescendência da PSP. Os jornais locais quiseram saber junto da polícia e da autarquia por que razão não se fiscalizava esse tipo de estacionamento abusivo, e o motivo, oficial, era que haviam decidido permitir o parqueamento nas ciclovias “durante algum tempo”, de forma a que os condutores se habituassem à proibição.

Hoje - pasme-se o leitor deste blog! -, em Espinho, é permitido estacionar em TODAS as ciclovias, que deixaram de o ser, pois os doutos responsáveis da polícia e câmara municipal chegaram à conclusão de que, na verdade, a cidade não necessitava de espaços específicos para a circulação de ciclistas.

Duas notas finais:

- A primeira para constatar que a requalificação urbana de Espinho (cujos erros darão, certamente, para um outro extenso post) teve gastos desnecessários, porque desnecessárias eram as ditas ciclovias;

- A segunda para exprimir alguma apreensão da minha parte perante essa coisa do “durante algum tempo”: a acontecer como no caso de Espinho, a “Lei Anti-Tabaco” corre o risco de não vir nunca a ser aplicada em Portugal. Eu sou fumador, mas isso não me impede de considerar que, caso essa lei não vingue, terá sido dado um passo atrás em termos de saúde pública.

Furaquinho Gordon

Thursday, September 21st, 2006

Isto realmente já não surpreende. O grande furacão Gordon, que os especialistas do Instituto de Meteorologia previam que fustigasse a maior parte das ilhas açorianas, passou calmamente ao lado do arquipélago. Felizmente.

O que me leva a concluir que esses técnicos, de facto, não acertam uma. O mais curioso foi ver ontem, no Jornal da Noite (SIC), um directo com o jornalista Luís Costa Ribas na sede do instituto. O que o homem suou para ter assunto para uns bons cinco minutos de nada!…

Ele eram gráficos dinâmicos num monitor, ele eram mapas previsionais… todos muito bem explicados por uma técnica do IM, que respondia às insistentes perguntas do repórter. Ele queria um furacão, mas só havia uma depressão extra-tropical; ele batia-se pela destruição, mas só havia chuva e alguns aguaceiros; ele desejava, enfim, uma notícia, mas aquela mulher não podia dar-lha. E, mesmo que pudesse, de certeza que iria errar na previsão.

Mais tarde, no mesmo telejornal, uma peça chegada dos Açores era assinada por cinco jornalistas. Coitados. Devem ter sido enviados para cobrir a catástrofe e andaram para lá, a ver passar os navios.

Eis o furacão Gordon em todo o seu esplendor. Um furaquinho, apenas. Um furaco, vá.

O Sol do Saraiva

Monday, September 18th, 2006

Não é que seja uma notícia em primeira (nem segunda) mão, mas o aparecimento de um novo jornal no país sempre dá assunto para mais um post.

Infelizmente, cheguei atrasado para a compra do Sol: no sábado, os 128 mil exemplares enviados para as bancas esgotaram em duas horas.

Isto de um semanário ter um director que se acha merecedor do Nobel da Literatura já deu, como vêem, os seus frutos. José António Saraiva é muito mais do que o genial inventor do saco plástico no Expresso.

Cleaning this up

Saturday, September 16th, 2006

Cleaning this up Cleaning this up Cleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this upCleaning this up

The illustrated man

Thursday, September 7th, 2006

Não sei se pode traduzir-se por “homem ilustrado”, mas a expressão, mesmo em português, tem a sua piada. Trata-se de uma música de Johnny Winter e faz parte do repertório da banda de blues que este vosso criado integrou recentemente. Somos 7 (sete!) e respondemos pelo nome de THE SNOW GOOSE COMPANY.

O primeiro concerto com o novo baixista (AL, pois então…) vai acontecer em Espinho, no início de Outubro, e em breve deixaremos aqui mais pormenores.

Eu, por exemplo, não tenho tatuagens mas sempre posso cantar: “I am the illustrated man, baby / I’ve got tattoos everywhere / I just love my decorations / from my feet up to my head.”

Mai’ nada!

tattoo

A verdade desportiva

Wednesday, September 6th, 2006

Valentim e João Loureiro escolhiam, por diversas vezes, os árbitros para os jogos do Boavista a contar para a época 2003/2004. As escutas telefónicas do processo “Apito Dourado” demonstram que quer o presidente da Liga de Clubes quer o líder do Boavista faziam chegar aos árbitros escolhidos a mensagem da promoção na carreira a troco de uma “boa” arbitragem.

in dn.pt

Nota: Esta “cacha” do DN já teve eco em alguns outros órgãos de informação, nomeadamente no publico.pt e na SIC online. Mas, dos três diários desportivos nacionais, e à hora a que escrevo (12h19), apenas o record.pt faz uma referência ao assunto. Por que será?

Pérolas cubanas

Wednesday, September 6th, 2006

“Todos debemos comprender que no es conveniente ofrecer sistemáticamente información, ni brindar imágenes sobre mi proceso de salud. Todos debemos comprender igualmente, con realismo, que el tiempo de una completa recuperación, quiérase o no, será prolongado.”

e também

“En este momento no tengo apuro alguno, y nadie debe apurarse. El país marcha bien y avanza.”

ou ainda

“Hoy se inauguró el Curso Escolar con más estudiantes y perspectivas que en cualquier otro momento para nuestro país. ¡Qué maravilloso acontecimiento!”

Fidel Castro

num comunicado ao povo cubano
in Granma

Mais um post internacional

Saturday, September 2nd, 2006

So para mandar um abraco aos demais a quem nao tive tempo de dizer ate logo.

Estou no Canada de ferias e volto para a semana.