Volta
Tuesday, October 31st, 2006Ricardo, volta que estás aperdoado!
Ricardo, volta que estás aperdoado!
A banda de blues SNOW GOOSE COMPANY actua no JD caffé, em Espinho, no próximo dia 10 de Novembro, às 23h. Estão todos convidados para mais um concerto memorável. Até porque, no final, irão ser distribuídos chocolates enquanto decorrem, em simultâneo, um strip-tease de chinesas muito atraentes e uma sessão de malabarismos de anões.
É estranho, mas a edição de ontem do JN trazia uma notícia breve na última página que não encontro em mais nenhum órgão de informação.
O artigo dizia que a ANACOM decidiu suspender de forma imediata a oferta do plano tarifário “Noites Grátis” da PT, já que o mesmo suscita “sérias reservas de natureza concorrencial”.
Hoje, ao abrir o Público, deparo-me com… uma publicidade de página inteira às mesmas “Noites Grátis”. Alguém anda a fazer asneira… mesmo, mesmo.
A C T U A L I Z A Ç Ã O Nem sempre se pode confiar na perscrutação do próprio olhar: ao lado dessa página de publicidade no Público, uma coluna de 2.500 caracteres apresenta a notícia sobre o assunto. (Ao lado?! Coincidência?) A PT afirma que acatará a decisão da ANACOM mas, entretanto, diz que continuará a angariar clientes. Quem entender, que comente; eu cá não percebi. Mesmo.
Esta será a quantia que, em média, um cidadão português terá de pagar por dia quando for internado num hospital público.
O ministro da pasta, Correia de Campos, terá dito numa entrevista à RTP que quem tem dinheiro para cigarros e cinema também o terá para pagar a taxa moderadora da saúde. Mas, num destes dias, já tinha dito outra alarvidade: que há pessoas que abusam do internamento nas unidades do SNS.
Estou ansioso pelo início do novo ano, data em que o diploma entrará em vigor. Vou deixar de fumar e parar de ver filmes pornográficos no Sá da Bandeira; com o dinheiro que economizar, vou passar uns dias (e noites) no Hospital Geral de Santo António. Porque, sim, eu confesso: quando lá estive internado para uma cirurgia, soube-me mesmo bem. (E, se calhar, abusei…)
“A crise acabou” - foi assim que o ministro da Economia, Manuel Pinho, decretou, ontem, o fim dos tempos difíceis em Portugal.
No que a anúncios estapafúrdios diz respeito, bem pode ele juntar-se a Cavaco e Santana…
Encontraram, finalmente, a razão pela qual nós, homens, somos sempre apanhados de olho numa miúda gira mesmo quando temos a namorada ao lado. Ficamos ‘cegos de emoção’. E não, não estou a brincar.
It’s not a serious disease, unless your sweetie has a powerful right hook, but new research shows that instantly after seeing an erotic image, or a violent scene, we wouldn’t notice a building lying on its side.
in ABC News: ‘Racy and Gory Images Cause Temporary Blindness’
Mais em vanderbilt.edu: ‘Violent or erotic images cause momentary periods of emotion-induced blindness’
Nota: antes que comecem para aí a voar comentários de tons acusatórios é favor notar que esta ‘falha’ afecta ambos os sexos - devem é haver uns mais afectados que outros. ![]()
Depois de uma primeira apresentação ao vivo no Doo Bop bar, os SNOW GOOSE COMPANY voltam a actuar hoje no JD caffé (Espinho) como banda de abertura dos aveirenses POLK.
O concerto está marcado para as 22h30 e do alinhamento irão constar os seguintes temas: “The Thrill is Gone” e “Everyday I Have the Blues” (BB King), “Stormy Monday” (T-Bone Walker), “Looking Back” (John Mayall), “Hoochie Coochie Man” e “Mannish Boy” (Muddy Waters), “Sunshine of your Love” (Cream), “The Illustrated Man” (Johnny Winter), “Sweet Home Chicago” (Satus Quo), “Cold Sweat” (James Brown), “Boom Boom” (John Lee Hooker), “Cocaine” (JJ Cale, Eric Clapton) e ainda uma versão muito própria de “Jamming”, de Bob Marley.
Os SNOW GOOSE COMPANY são formados por: João Belchior (voz e guitarra), Rui Fidalgo (voz e sax), André Machado (guitarra), Freddy Rodriguez (piano, órgão), Hugo Teixeira (bateria), Paulo Macieirinha (harmónica) e AL (baixo).
O Chico é o Chico e o que não lhe faltam são grandes músicas mas esta, em particular, é daquelas para recordar. Uma canção poderosíssima acima de tudo por contrastar uma letra simples com uma mensagem tão forte. O tom monocórdico com toques dissonantes podem parecer estranhos de início mas o que inicialmente se estranha rapidamente se entranha.
Em particular adoro o arranjo neste vídeo. Diz-me o AL que é “um arranjo com muito sentimento” e com “uma marcação do baixo que torna a música arrastada… quase a lembrar o espírito do blues”. O vídeo em si também é uma obra de arte por si só.
A letra simplista esconde um triste história com uma linda mensagem: aproveitar cada dia como se fosse o último e, acima de tudo, evitar tropeçar quando se está a trabalhar nas alturas.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego