Quando a festa começa e se parte o bolo, é tudo muito bonito. Mas há sempre um desmancha-prazeres; aquele que faz birra para jogar badmington quando o resto da malta quer é jogar futebol; ou aquela que se recusa a mudar o canal para a bola enquanto não acabar a Floribella. Como o espírito é de festa, lá nos convencem de que todos terão de jogar um bocadinho de badmington e de gramar as conversas da menina com a mãe-árvore enquanto na outra estação o Tello marca o golo ou o Rui Patrício defende o penálti.
Ao contrário de anos anteriores, as equipas do Sp. Espinho esforçaram-se ao máximo para, no 92.º aniversário do clube (PARABÉNS!), não poderem ser apontadas como as chatas que estragaram a festa. O futebol seguiu na Taça e voltou à liderança do campeonato, o voleibol tem estado fantástico e até viu chegar, finalmente!, um dos reforços brasileiros que havia prometido e o andebol… bem, o andebol tem feito pela vida, embora a Liga esteja esta época bem mais forte e a coisa não seja fácil.
É bom de ver o elevado número de campeões homenageados por esta altura, sinal de que a última temporada foi frutuosa para os tigres e, consequentemente, para a cidade e o concelho. Mas há outros desafios a cumprir para que seja possível continuar a formar gente ganhadora. Apesar da pouca afinidade com o badmington e de ainda menos com a Floribella, não me importo de ser o desmancha-prazeres que, em hora de festa, lembra o muito trabalho que ainda está pela frente.
Já em 2007, o novo estádio tem de ser bem mais do que uma primeira e pomposa pedra e umas terraplanagens iniciais; do mesmo modo, o pavilhão prometido pelo presidente Rodrigo dos Santos terá mesmo de sair do papel. É uma obra urgente para toda a orgânica do clube. Os campeões que, ano após ano, têm desfilado as medalhas pelo São Martinho precisam de mais e muito melhores condições para crescer.
by rik@rdo in Jornal de Espinho