O padre, o poeta e o delator preto

Ao contrário do padre José Pedro, da paróquia de Espinho, que faz bodyboard e até merece destaque de primeira página no JN, eu andava por aqui apenas a navegar na Internet. Era mesmo só isso.

E, de repente, tropecei numa citação de um tal Verlaine. Que, um dia, terá dito o seguinte: “Convém não julgar as pessoas pelas companhias. Judas, por exemplo, tinha amigos irrepreensíveis.”

Achei piada, e procurei saber quem era o tipo. E o tipo - de seu nome completo Paul-Marie Verlaine - foi “só” um dos grandes poetas franceses do final do séc. XIX.

Falando em Judas, lembrei-me da ópera-rock de 1973 “Jesus Christ Superstar”. (Sim, eu sei, esta associação de ideias anda a funcionar “a quinhentos”.)

O Judas, esse Judas, era preto. Chamava-se Carl Anderson e, por acaso, já faleceu.

Mas, Jesus, um Judas preto?!

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