Tempinho de merda
Tuesday, August 21st, 2007Onde está aquela vaga de calor de que estávamos todos à espera?
Vistas de Londres a partir de Trafalgar Square, Big Ben e do HQ da BBC.
Onde está aquela vaga de calor de que estávamos todos à espera?
Vistas de Londres a partir de Trafalgar Square, Big Ben e do HQ da BBC.
[MSN chat]
al diz:
diz-me só uma “música de sempre”, na tua opinião, para eu postar no boblog
AD diz:
música de sempre?
AD diz:
summertime
AD diz:
and the living is easy
al diz:
summertime, versão jazz?
AD diz:
sim
al diz:
quem canta?
al diz:
qq um?
AD diz:
por mim até podem ser os Sheiks
© George Gershwin; performers: Ella Fitzgerald & Louis Armstrong
Um tipo está de férias mas, porque não se proporcionou ir para fora, faz um desgraçado turismo cá dentro: quando vai à praia, regressa dois quilos mais pesado por causa da areia que se lhe entranha trazida pelo vento; se opta por se sentar na esplanada a beber um fino, tem de levar com o francês arranhado e aos gritos de portugueses que nem a língua lusa sabem utilizar.
Vai daí, um destes dias levanta-se à mesma hora que a mulher - que não está de férias -, pensando aproveitar assim a manhã para tratar de assuntos pendentes. São 7h20 e já está a tomar banho, às 8h15 já se encontra na cidade. Enquanto toma um café na confeitaria, acaba de preencher alguma da papelada burocrática e estabelece o seu plano de trabalho.
Às terças e quintas
Centro de Emprego, em Espinho. Apresento-me ao segurança, que é também o recepcionista. Explico ao que vou, mostrando o impresso para inscrição na Bolsa Nacional de Formadores.
Segurança/Recepcionista - Ah isso… isso é com a minha colega mas ela está de férias e só chega no fim do mês. O melhor é ir a Gaia.
Eu - Mas os impressos não podem ser entregues aqui mesmo?
S/R - Quer dizer, poder podem… mas só quando a minha colega chegar, no fim do mês, é que vai tratar disso.
Eu - Então talvez seja melhor ir Gaia… é na Avenida da República, não é?
S/R - É, sim, mas olhe que só lhe aceitam isso às terças e quintas!
Depois das 10h30
Próxima paragem: imobiliária. Objectivo: esclarecer alguns detalhes sobre um imóvel. São 9h30 e a porta da loja está fechada. Ligação telefónica para a proprietária:
Eu - Era para saber se me poderia informar sobre aquele assunto…
Proprietária - Ui, mas ainda é muito cedo!… A gente não vai para aí tão cedo. Não pode passar depois das 10h30?
Eu - Posso, com certeza. Não há problema nenhum.
A freguesia
Paragem seguinte: escola de condução, para actualizar dois pormenores da carta, sendo um deles a residência.
Secretária - Eu posso tratar-lhe disto mas sugiro que vá renovar o Bilhete de Identidade, porque a sua morada está como sendo na freguesia de Anta. A nova residência refere-se à freguesia de Espinho…
69
Com isto, já são 10h30. Vou ao Registo Civil, situado no edifício do Tribunal de Espinho. Retiro a senha com a minha vez: sou o número 69, e a placa electrónica ainda vai no 45. Felizmente, grande parte das pessoas presentes veio só levantar o BI. A fila desfaz-se em pouco mais de meia hora.
42 euros
De volta à escola de condução, já com o documento que comprova que estou a tratar do novo BI e onde constará a freguesia de Espinho como sendo a da minha residência. A escola hoje está cheia, e um dos dois funcionários foi de férias. Na hora de pagar - 42 euros -, verifico que, por ter gasto 8 euros no BI, não tenho dinheiro que chegue. A D. Paula é simpática e diz-me que poderei pagar no dia do levantamento da guia.
Mais papéis
É meio-dia. Volto à imobiliária e resolvo o que é possível resolver. Almoço, porque já não comia desde as 7h30. Vou à dependência de Espinho da CGD, tentar alterar a residência.
Bancária - Vai ter de levar este papel e trazê-lo preenchido e acompanhado de um comprovativo de morada.
São 13h30. Decido ir para casa. Sinto-me cansado; como se tivesse trabalhado intensamente o dia todo.
© The Rolling Stones
© Bob Marley & The Wailers
Que diferentes órgãos de comunicação social utilizem o mesmo despacho de uma agência noticiosa (neste caso, a Lusa) para alimentar as suas edições on-line e em papel, nada a opor - é para isso mesmo que existem as agências.
Mas assistir a este recorrente “copy & paste” generalizado, sem qualquer tratamento diferenciado entre jornais, já começa a ser confrangedor. Comparem a notícia do publico.pt (em cima) com a do sol.pt (em baixo) e digam lá se isto é, ou não, a lei do menor esforço…