O estado da arte

O que têm em comum Woody Allen, Manuel Laranjeira, Isaac Asimov, Trovante, Mick Jagger, Dan Brown, Jung Chang, Sidney Sheldon, Carmo-Vaz, Peter Frampton, Bill Waterson e Deep Purple?

Uma coisa muito simples: são autores de livros, LP e CD que emprestei ao longo dos anos e que nunca me foram devolvidos. O que mais dói, para lá do investimento financeiro, é a sensação de ter perdido um pouco de mim próprio.

É por isso que uma das minhas decisões de ano novo é não voltar a emprestar arte. Os amigos, por serem amigos, compreenderão; quanto aos outros, acho que estamos conversados.

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4 Responses to “O estado da arte”

  1. MC Says:

    Boa decisão.

    Eu já me deixei disso há muito tempo.
    E aos raros amigos a quem empresto, pego num papel (grande para não se perder) e anoto o que emprestei e a quem.

    Ao fim de algum tempo pareço um cão atrás do osso…

    Porque será que quem leva não trás de volta sem que para tal se tenha de pressionar??

  2. AL Says:

    Olá!
    A essa pergunta, infelizmente, também não sei responder… E foi uma das razões que me levou a decidir assim.

    Bom ano!

  3. L. Says:

    Os livros são pedaços de nós próprios. Trazem uma dedicatória, um autógrafo ou simplesmente uma história que nos modificou. Por isso custa tanto emprestá-los. Porque, realmente, ou não os voltamos a ver (bolas, porque será que nunca mais tenho uma biblioteca decente?) ou voltam para nós vestidos de velhos e tristes. Quase não os reconhecemos. Além disso, esses tardam a chegar… e só quem não valoriza o que um livro é, não entende a amargura de os ter longe. Sim, foi uma boa decisão.

  4. R_UNIT Says:

    Estou a ver que este problema é comum. Eu também deixei de emprestar cds, porque já sei que não os volto a ver. E é mesmo isso: é como se nos roubassem uma parte de nós…
    Sem dúvida uma boa decisão.
    Bom ano*