O estado da arte
O que têm em comum Woody Allen, Manuel Laranjeira, Isaac Asimov, Trovante, Mick Jagger, Dan Brown, Jung Chang, Sidney Sheldon, Carmo-Vaz, Peter Frampton, Bill Waterson e Deep Purple?
Uma coisa muito simples: são autores de livros, LP e CD que emprestei ao longo dos anos e que nunca me foram devolvidos. O que mais dói, para lá do investimento financeiro, é a sensação de ter perdido um pouco de mim próprio.
É por isso que uma das minhas decisões de ano novo é não voltar a emprestar arte. Os amigos, por serem amigos, compreenderão; quanto aos outros, acho que estamos conversados.
December 31st, 2007 at 14:17
Boa decisão.
Eu já me deixei disso há muito tempo.
E aos raros amigos a quem empresto, pego num papel (grande para não se perder) e anoto o que emprestei e a quem.
Ao fim de algum tempo pareço um cão atrás do osso…
Porque será que quem leva não trás de volta sem que para tal se tenha de pressionar??
December 31st, 2007 at 14:24
Olá!
A essa pergunta, infelizmente, também não sei responder… E foi uma das razões que me levou a decidir assim.
Bom ano!
January 2nd, 2008 at 11:33
Os livros são pedaços de nós próprios. Trazem uma dedicatória, um autógrafo ou simplesmente uma história que nos modificou. Por isso custa tanto emprestá-los. Porque, realmente, ou não os voltamos a ver (bolas, porque será que nunca mais tenho uma biblioteca decente?) ou voltam para nós vestidos de velhos e tristes. Quase não os reconhecemos. Além disso, esses tardam a chegar… e só quem não valoriza o que um livro é, não entende a amargura de os ter longe. Sim, foi uma boa decisão.
January 2nd, 2008 at 22:23
Estou a ver que este problema é comum. Eu também deixei de emprestar cds, porque já sei que não os volto a ver. E é mesmo isso: é como se nos roubassem uma parte de nós…
Sem dúvida uma boa decisão.
Bom ano*