Archive for May, 2008

Herman vive com Rolanda e é feliz

Wednesday, May 28th, 2008

O que seria do Boblog sem os seus fiéis e esclarecidos leitores? O que seria de nós se, por exemplo, a Filipa Menezes não tivesse visitado este espaço virtual?

A propósito do post Chamar o táxi, a Filipa deixou-nos um comentário esclarecendo que Herman José vive, “de há uns anos para cá”, com a Rolanda, com quem namora, e que o humorista terá pena de não se ter “resolvido mais cedo”.

A Filipa informa, ainda, que o Ministério Público bem “tentou foder” o Herman com o processo Casa Pia mas… “lixou-se”.

Duas lições a tirar: a primeira é que o Herman é heterossexual; a segunda é que não vale a pena lerem a imprensa cor-de-rosa - basta estarem atentos ao Boblog.

ACTUALIZAÇÃO Surpreendentemente ou talvez não, a leitora Patrícia Menezes partiu para o insulto, como se pode constatar pelo comentário que aqui deixou às 14h40 de hoje. Diz ela, na sua douta opinião, que, “entre os Eltons e os Clooneys, há um excitante mundo de Mick Jaggers!”. Como toda a gente sabe, ela errou o alvo - se há pessoa que perceba de “Mick Jaggers”, essa pessoa sou eu. Polémica terminada.

Categoria!

Tuesday, May 27th, 2008

Categoria de jornalismo!

In Sol on-line, 21h42, 27/05/08

Chamar o táxi

Tuesday, May 27th, 2008

Um táxi - eis o que eu chamaria se estivesse no estúdio onde decorrem as gravações do novo concurso da SIC “Chamar a Música”, apresentado pelo cada vez mais olha-que-gay-que-eu-sou-e-gosto-pena-foi-não-me-ter-assumido-mais-cedo Herman José.

E nem seria tanto pelo facto de os concorrentes não precisarem de saber cantar (coisa, aliás, inédita num concurso com a palavra “música” no título); o que realmente me apoquenta como telespectador ocasional é ter de ouvir os cantores residentes a desafinar por dá cá aquela palha.

Burro sou eu, por ainda me dar ao trabalho de espreitar as pobrezas franciscanas da (cada vez menos) nossa TV.

A felicidade de Saramago

Thursday, May 22nd, 2008

Um pequeno vídeo mostrando a reacção de José Saramago ao filme “Blindness”, baseado no seu livro “Ensaio Sobre a Cegueira”. Eis a felicidade: a dele e a de Fernando Meireles, realizador da película.

A tenebrosa MMG

Saturday, May 10th, 2008

Manuela Moura Guedes, amiga da temível CCS e do inefável Vasco Pulido Valente, e que - apenas por facilidade de escrita - passarei a designar por tenebrosa MMG, estreou esta sexta-feira a sua versão do “Jornal Nacional”, na TVI.

José Eduardo Moniz (por acaso seu marido e, ao mesmo tempo, director de informação da estação de Queluz) deve andar angustiado: primeiro foi a temível CCS a estragar o início da semana; e, agora, a mesma semana acaba de ser encerrada (e estragada, diria eu) pela jornalista mais polémica dos media portugueses.

A tenebrosa MMG continua igual a si própria: abre e fecha as peças dando opinião pessoal, é mal-educada com os convidados e faz um alinhamento de notícias tendo por base o sensacionalismo. Estreou um barómetro político cuja utilidade ficou por explicar, entrevistou Valentim Loureiro aos berros, e, sem se rir, tratou Bagão Félix por “senhor doutor” e o doutorado Carvalho da Silva por “Carvalho da Silva”.

Com o novo formato do “Jornal Nacional” a ser anunciado como “mais alargado”, confesso que cheguei a temer o pior: se ele, normalmente, já dura uma hora e meia, será que iria prolongar-se até à meia-noite? Afinal não, a tenebrosa MMG ficou a mandar os seus bitaites apenas até às 22h; e, convenhamos, até podia ter ficado mais tempo, tendo em conta que a alternativa foi um conjunto de sete ou oito telenovelas seguidas…

A terminar a noite, a desgraça, o caos e o horror, a tenebrosa MMG anunciou a estreia da nova rubrica, “As Glórias da Semana”, da autoria do companheiro Vasco, o qual, por sua vez, e como já sabem, é companheiro da temível CCS. Mas… quem leu a crónica foi a própria, e tenebrosa, MMG! Isto é: esta mulher, jornalista, surge aos olhos dos telespectadores como pivot de um noticiário; depois, faz mau jornalismo porque dá opinião quando devia ser objectiva; e, a terminar, convida um amigo a escrever uma crónica de comentário político que ela própria lê em directo!

Um último parágrafo para a revelação: a tenebrosa MMG é aqui apelidada de tenebrosa MMG porque, além de ser uma péssima jornalista (embora ela, o marido e seus amigos estejam convencidos do contrário), reapareceu ao mundo com um look renovado: não fosse a minha meiguice natural, e iria jurar que ela encheu aquelas bochechas e bocarra de botox. Ou então só tropeçou no estúdio e bateu com a cara no chão. Isto é um “supônhamos”, claro.

ACTUALIZAÇÃO Faça-se justiça à sabedoria milenar do José Eduardo Moniz: afinal, e contra todas as expectativas, o Zé (permita-me esta proximidade) pôs a mão na consciência e ordenou à tenebrosa MMG que se calasse e deixasse ouvir a crónica do inefável VPV dita pelo próprio. Este poderá ser o início do fim: com um bocado de sorte, um dia destes teremos a tenebrosa MMG na reforma.

P.S. - A tenebrosa MMG é a última de uma longa série de duas crónicas iniciada com a temível CCS.

A maior descoberta do mundo

Wednesday, May 7th, 2008

Sim, eu sei, o título parece algo megalómano, mas assumo a responsabilidade da afirmação: acabo de fazer a maior descoberta da história da humanidade.

Eu explico: no concurso da RTP1 “Quem quer ser milionário?”, os concorrentes que levam o cheque para casa são só aqueles que desistem.

Embrulhem.

Divina distracção

Wednesday, May 7th, 2008

Um homem conduz a sua carrinha pela EN1 e adormece ao volante. A viatura descontrolada embate num grupo de peregrinos, ferindo nove pessoas. O mundo está perdido - nem os pagadores de promessas escapam já à divina distracção.

A temível CCS

Tuesday, May 6th, 2008

Constança Cunha e Sá (que, por decoro, recuso identificar como companheira de Vasco Pulido Valente, o qual, escrevendo no mesmo jornal que a mulher, fez essa coisa amorosa de a citar numa das suas crónicas) - ou, como passarei aqui a designá-la, a temível CCS - acaba de se espalhar ao comprido no “Cartas na Mesa”, programa de entrevistas que estreou esta noite na TVI.

Constança Cunha e Sá | Foto roubada do P

Infelizmente para a temível CCS, e felizmente para a concorrência, o conjunto de figuras tristes da temível CCS começou cedo e acabou tarde. A saber:

FIGURA TRISTE UM Para inaugurar este seu novo programa, a temível CCS convidou a ministra da Educação. Penso que o terá feito achando que bater em alguém que está farto de levar de uma classe não menos temível (os professores) renderia muito em termos de audiências e nem sequer obrigaria a estudar os temas. Ofereço-vos, para já, uma pequena passagem da entrevista ocorrida mais ou menos a partir da terceira pergunta:
Temível CCS - Mas por que é que, em vez de avaliarem os professores, não começam por avaliar as escolas?!
Ministra - Mas as escolas estão a ser avaliadas!
Temível CCS (engasgada) - Ah… Pois… Hum… mas são só 22!
Ministra - Não, não… Começámos a avaliação externa em 24 escolas-piloto, mas ela agora alargou-se a todo o país!

FIGURA TRISTE DOIS Que tipo de cartas - pensava eu com os meus botões - é que a temível CCS terá, afinal, na mesa? “Deve ser alguma coisa que a põe parva”, alvitrava, carinhosamente, a minha pessoa. Isto sucedeu depois de ter assistido a esta pergunta da temível CCS:
Temível CCS - Mas em que medida é que a extinção dos exames pode contribuir… ai! Exames! Exames?! Não é “exames” - que disparate! Peço desculpa, eu queria dizer “retenções”.

FIGURA TRISTE TRÊS A certa altura da entrevista, que se tornara, entretanto, e em definitivo, um espectáculo televisivo confrangedor, a ministra puxa de uns quadros impressos em A4 para ilustrar o que dizia. Reparem na classe, na coerência, no profissionalismo da temível CCS:
Ministra - Eu tenho aqui uns quadros para mostrar…
Temível CCS (interrompendo-a) - …não temos tempo para ver quadros!
[a ministra “ilustra” os dados como pode, desenvolvendo o tema]
Temível CCS (interrompendo de novo) - …então e os resultados do Relatório PISA [Project for International Student Assessment]?
Ministra - Mas os números que estava a mostrar-lhe são exactamente fruto desse relatório!… [após o que, perante uma temível (mas condescendente) CCS, voltou a ilustrar o seu discurso com os quadros que fora, antes, obrigada a pousar na mesa]

FIGURA TRISTE QUATRO A sabedoria da temível CCS não tem limites. Deliciem-se com este naco cultural, com este excelente exemplo de como foi bem preparada a entrevista a um titular de uma pasta do governo da República:
Temível CCS - Mas, afinal, quem é que avalia as escolas?
Ministra - Trata-se de uma avaliação externa…
Temível CCS - Ah, não sabia…

FIGURA TRISTE CINCO A temível CCS faz a quase totalidade da despedida olhando para a câmara errada. Resta dizer que a temível CCS foi referida como, entre aspas, a temível CCS, porque, em minha opinião, a maquilhagem que lhe fizeram conseguiu ser tão temível como um soneto escrito por António Aleixo e emendado por Margarida Rebelo Pinto.

Os novos burgueses

Sunday, May 4th, 2008

Não sou daqueles que defendem que um comunista deva ser pobrezinho. Mas confesso que me fazem alguma impressão os tiques (e actos) novo-burgueses de alguns “lutadores anti-fascistas”, “baladeiros” incluídos.

A de 26 de Abril, a revista do semanário Sol publicava uma entrevista a José Mário Branco em que este confessava ter 3 - três! - casas de habitação.

Hoje, no Rádio Clube Português, foi a vez de Pedro Barroso confessar a Maria Vasconcelos, no programa “Visita Guiada”, que possui nada mais, nada menos, do que… três singelas casinhas.

São trovas do vento que passa…

A retrospectiva - II

Sunday, May 4th, 2008

A semana que agora findou voltou a ser farta em dias de ócio: além da ponte de sexta-feira (2), a maioria das pessoas pôde gozar ao sol mais um Primeiro de Maio (não me ocorre novamente o dia do mês).