A tenebrosa MMG
Manuela Moura Guedes, amiga da temível CCS e do inefável Vasco Pulido Valente, e que - apenas por facilidade de escrita - passarei a designar por tenebrosa MMG, estreou esta sexta-feira a sua versão do “Jornal Nacional”, na TVI.
José Eduardo Moniz (por acaso seu marido e, ao mesmo tempo, director de informação da estação de Queluz) deve andar angustiado: primeiro foi a temível CCS a estragar o início da semana; e, agora, a mesma semana acaba de ser encerrada (e estragada, diria eu) pela jornalista mais polémica dos media portugueses.
A tenebrosa MMG continua igual a si própria: abre e fecha as peças dando opinião pessoal, é mal-educada com os convidados e faz um alinhamento de notícias tendo por base o sensacionalismo. Estreou um barómetro político cuja utilidade ficou por explicar, entrevistou Valentim Loureiro aos berros, e, sem se rir, tratou Bagão Félix por “senhor doutor” e o doutorado Carvalho da Silva por “Carvalho da Silva”.
Com o novo formato do “Jornal Nacional” a ser anunciado como “mais alargado”, confesso que cheguei a temer o pior: se ele, normalmente, já dura uma hora e meia, será que iria prolongar-se até à meia-noite? Afinal não, a tenebrosa MMG ficou a mandar os seus bitaites apenas até às 22h; e, convenhamos, até podia ter ficado mais tempo, tendo em conta que a alternativa foi um conjunto de sete ou oito telenovelas seguidas…
A terminar a noite, a desgraça, o caos e o horror, a tenebrosa MMG anunciou a estreia da nova rubrica, “As Glórias da Semana”, da autoria do companheiro Vasco, o qual, por sua vez, e como já sabem, é companheiro da temível CCS. Mas… quem leu a crónica foi a própria, e tenebrosa, MMG! Isto é: esta mulher, jornalista, surge aos olhos dos telespectadores como pivot de um noticiário; depois, faz mau jornalismo porque dá opinião quando devia ser objectiva; e, a terminar, convida um amigo a escrever uma crónica de comentário político que ela própria lê em directo!
Um último parágrafo para a revelação: a tenebrosa MMG é aqui apelidada de tenebrosa MMG porque, além de ser uma péssima jornalista (embora ela, o marido e seus amigos estejam convencidos do contrário), reapareceu ao mundo com um look renovado: não fosse a minha meiguice natural, e iria jurar que ela encheu aquelas bochechas e bocarra de botox. Ou então só tropeçou no estúdio e bateu com a cara no chão. Isto é um “supônhamos”, claro.
ACTUALIZAÇÃO Faça-se justiça à sabedoria milenar do José Eduardo Moniz: afinal, e contra todas as expectativas, o Zé (permita-me esta proximidade) pôs a mão na consciência e ordenou à tenebrosa MMG que se calasse e deixasse ouvir a crónica do inefável VPV dita pelo próprio. Este poderá ser o início do fim: com um bocado de sorte, um dia destes teremos a tenebrosa MMG na reforma.
July 3rd, 2008 at 12:03
[…] apesar de pevidosa, é muito mais eficaz na sua serenidade do que o estardalhaço que a temível CCS e a tenebrosa MMG habitualmente […]