Febre de sábado à noite ao PC, por causa de uma prova de avaliação. No leitor de CD toca Tom Waits, e eu estou capaz de jurar que senti um bafo a whisky. É quase fim de Junho e ainda não fui à praia.
Archive for June, 2008
Interstícios
Saturday, June 28th, 2008“Déjà vu”, ou “a cassete volta a atacar”
Wednesday, June 25th, 2008“A CGTP abandonou hoje a reunião de Concertação Social para discussão da revisão do Código de Trabalho porque considera não ter condições sequer para discutir a última proposta do Governo.”
in publico.pt
Decidam-se lá
Monday, June 23rd, 2008O PS tinha ultrapassado o PSD pela direita, batendo aos pontos a obsessão da ex-ministra das Finanças (e da Educação) Manuela Ferreira Leite pelo controlo do défice.
E Manuela Ferreira Leite, por sua vez, ultrapassa agora o PS pela esquerda e vem a correr dizer que é preciso ajudar os pobrezinhos, coitados.
Por este andar, ainda iremos ver o PCP a defender o patronato e as grandes empresas multinacionais.
Pequenos delírios domésticos
Saturday, June 21st, 2008“O balneário está triste”, revelou Cristiano Ronaldo aos media após a derrota de Portugal com a Alemanha.
A afirmação não me espanta – eu próprio tenho cá por casa alguns problemas por resolver: a minha cozinha tem andado desconfiada, o escritório parece-me algo ansioso e o hall há dias que não me fala.
Carta aberta a Ribeiro Cristóvão
Friday, June 20th, 2008Senhor Cristóvão,
Permita-me, antes de mais, que o felicite por ostentar um apelido com dois acentos gráficos, facto que, como sabe, o catapulta imediatamente para o seio desse restrito clube do “Estêvão”, do “acórdão”, do “órgão” e da “bênção”, entre outros exemplos igualmente fraternos.
Motiva-me para a escrita desta missiva a revista de imprensa que efectuou hoje no programa “Sociedade Civil”, da RTP2, e durante a qual vosselência explicou as razões da eliminação da Selecção Portuguesa de Futebol do Campeonato da Europa.
Disse o senhor jornalista que Portugal foi eliminado desta prova de superior importância para a nação porque muitos dos valores individuais que o treinador do Xélsia convocou não apareceram no “Euro 2008″. E especificou: “Falo, por exemplo, do Cristiano Ronaldo. Como sabemos, ele não apareceu nestes quatro jogos.”
Vosselência desculpará mas, pese embora a admiração que nutro pela sua excelsa pessoa – e mau grado a vergonhosa incultura futebolística que eu, ser rastejante e odioso, exibo em todos os dias da semana -, vejo-me na obrigação de humildemente o corrigir. É que, ó mestre do jornalismo, quanto a outros futebolistas, juro que não sei; mas o Ronaldo, esse, esteve lá, que eu vi-o a jogar através da TVI.
Aceite as minhas calorosas saudações.
Um criado ao seu dispor,
AL

P.S. – Tomo a liberdade de, junto, enviar o recorte de uma fotografia publicada num diário desportivo português, na qual, como pode verificar, aparece o Cristiano Ronaldo. E saiba que a foto não é órfã (olhe, mais uma do seu clube!).
Desorientado
Friday, June 20th, 2008Ó senhor treinador do Xélsia, e agora o que é que eu faço com as 7 bandeiras de Portugal penduradas na varanda?
Variações sobre um anúncio publicitário – III *
Thursday, June 19th, 2008Nuno – Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro – Vai mas é trabalhar, ó pan#”@&% do car@#§}#*£%!!!
(*) – epílogo
Variações sobre um anúncio publicitário – II
Thursday, June 19th, 2008Nuno – Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro – Nuno, três perguntas: Eu sou verde?
Nuno – Não…
Pedro – Abro às oito e meia?
Nuno – Não…
Pedro – Tenho cartazes afixados em mim?
Nuno – Por acaso tens cá uma testa…
Pedro – Achas?
Nuno – Sinceramente, acho.
Pedro – Palhaço.
Variações sobre um anúncio publicitário – I
Wednesday, June 18th, 2008Nuno – Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro – Nuno, três perguntas: Eu sou verde?
Nuno – Não…
Pedro – Estou iluminado à noite?
Nuno – Não…
Pedro – Tenho cara de balcão?
Nuno – Quer dizer, tens umas trombas assim um bocado esquisitas…
Pedro – Achas?
Nuno – Sinceramente, acho.
Pedro – Palerma.
Mariza, esse… porta-aviões
Tuesday, June 17th, 2008
A propósito do seu novo disco, e graças também ao facto de vir a ser directora do jornal gratuito “Metro” por um dia (a 30 de Junho), a fadista Mariza deu ontem uma entrevista àquele diário afirmando o seguinte: “Sinto-me como um veículo que transporta a cultura de um povo.”
Além de registar com agrado a modéstia da rapariga, gostaria de acrescentar que, tendo em conta as suas medidas, a fadista-veículo representará, porventura, um porta-aviões ou um longo comboio de mercadorias, com a locomotiva pintada de amarelo. No mínimo.
