Interstícios
Saturday, June 28th, 2008Febre de sábado à noite ao PC, por causa de uma prova de avaliação. No leitor de CD toca Tom Waits, e eu estou capaz de jurar que senti um bafo a whisky. É quase fim de Junho e ainda não fui à praia.
Febre de sábado à noite ao PC, por causa de uma prova de avaliação. No leitor de CD toca Tom Waits, e eu estou capaz de jurar que senti um bafo a whisky. É quase fim de Junho e ainda não fui à praia.
“A CGTP abandonou hoje a reunião de Concertação Social para discussão da revisão do Código de Trabalho porque considera não ter condições sequer para discutir a última proposta do Governo.”
in publico.pt
O PS tinha ultrapassado o PSD pela direita, batendo aos pontos a obsessão da ex-ministra das Finanças (e da Educação) Manuela Ferreira Leite pelo controlo do défice.
E Manuela Ferreira Leite, por sua vez, ultrapassa agora o PS pela esquerda e vem a correr dizer que é preciso ajudar os pobrezinhos, coitados.
Por este andar, ainda iremos ver o PCP a defender o patronato e as grandes empresas multinacionais.
“O balneário está triste”, revelou Cristiano Ronaldo aos media após a derrota de Portugal com a Alemanha.
A afirmação não me espanta - eu próprio tenho cá por casa alguns problemas por resolver: a minha cozinha tem andado desconfiada, o escritório parece-me algo ansioso e o hall dá dias que não me fala.
Senhor Cristóvão,
Permita-me, antes de mais, que o felicite por ostentar um apelido com dois acentos gráficos, facto que, como sabe, o catapulta imediatamente para o seio desse restrito clube do “Estêvão”, do “acórdão”, do “órgão” e da “bênção”, entre outros exemplos igualmente fraternos.
Motiva-me para a escrita desta missiva a revista de imprensa que efectuou hoje no programa “Sociedade Civil”, da RTP2, e durante a qual vosselência explicou as razões da eliminação da Selecção Portuguesa de Futebol do Campeonato da Europa.
Disse o senhor jornalista que Portugal foi eliminado desta prova de superior importância para a nação porque muitos dos valores individuais que o treinador do Xélsia convocou não apareceram no “Euro 2008″. E especificou: “Falo, por exemplo, do Cristiano Ronaldo. Como sabemos, ele não apareceu nestes quatro jogos.”
Vosselência desculpará mas, pese embora a admiração que nutro pela sua excelsa pessoa - e mau grado a vergonhosa incultura futebolística que eu, ser rastejante e odioso, exibo em todos os dias da semana -, vejo-me na obrigação de humildemente o corrigir. É que, ó mestre do jornalismo, quanto a outros futebolistas, juro que não sei; mas o Ronaldo, esse, esteve lá, que eu vi-o a jogar através da TVI.
Aceite as minhas calorosas saudações.
Um criado ao seu dispor,
AL

P.S. - Tomo a liberdade de, junto, enviar o recorte de uma fotografia publicada num diário desportivo português, na qual, como pode verificar, aparece o Cristiano Ronaldo. E saiba que a foto não é órfã (olhe, mais uma do seu clube!).
Ó senhor treinador do Xélsia, e agora o que é que eu faço com as 7 bandeiras de Portugal penduradas na varanda?
Nuno - Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro - Vai mas é trabalhar, ó pan#”@&% do car@#§}#*£%!!!
Nuno - Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro - Nuno, três perguntas: Eu sou verde?
Nuno - Não…
Pedro - Abro às oito e meia?
Nuno - Não…
Pedro - Tenho cartazes afixados em mim?
Nuno - Por acaso tens cá uma testa…
Pedro - Achas?
Nuno - Sinceramente, acho.
Pedro - Palhaço.
Nuno - Pedro, uma pergunta: emprestas-me quatro mil euros?
Pedro - Nuno, três perguntas: Eu sou verde?
Nuno - Não…
Pedro - Estou iluminado à noite?
Nuno - Não…
Pedro - Tenho cara de balcão?
Nuno - Quer dizer, tens umas trombas assim um bocado esquisitas…
Pedro - Achas?
Nuno - Sinceramente, acho.
Pedro - Palerma.

A propósito do seu novo disco, e graças também ao facto de vir a ser directora do jornal gratuito “Metro” por um dia (a 30 de Junho), a fadista Mariza deu ontem uma entrevista àquele diário afirmando o seguinte: “Sinto-me como um veículo que transporta a cultura de um povo.”
Além de registar com agrado a modéstia da rapariga, gostaria de acrescentar que, tendo em conta as suas medidas, a fadista-veículo representará, porventura, um porta-aviões ou um longo comboio de mercadorias, com a locomotiva pintada de amarelo. No mínimo.