A humidade de Bobone
Paula Bobone desfia, na RTP1, um rol de conselhos sobre etiqueta: como convidar uma senhora para dançar, o lado em que se colocam o guardanapo e o copo numa refeição, ou ainda a quantidade exacta de beijos para um cumprimento, entre outras coisas fundamentais para a nossa sobrevivência e felicidade.
Relembro, não sem alguma nostalgia, o tempo em que trabalhei no projecto de uma pseudo-revista (que se mantém com uma tiragem de 30 mil exemplares apesar de nunca mais ter chegado às bancas), e também o momento exacto em que me chegaram às mãos a entrevista e as fotos de Bobone para paginação.
Não pude deixar de sorrir perante a imagem de humidade e lixo: humidade e lixo nas paredes de casa, pano de fundo das fotografias em que ela aparecia sentada num cadeirão, com pose de aristocrata esquizofrénica. ‘Tadinha.
