Está aqui, com grandes guitarradas e um trabalho apreciável. Bem sabia que o futuro daquele rapaz, que já se atirava à guitarra com as unhas todas quando era colega de curso aqui destes bobloggers, não passaria propriamente pelo Cancel Bubble (ou “cancelh boblhe”, em bom português). Vejam bem a discografia do homem…
Archive for November, 2008
Onde está o Loura?
Saturday, November 22nd, 2008Blind Charge, Nélson, Tetanus…
Saturday, November 22nd, 2008O entusiasmo com que Nélson (um colega de trabalho especialista em gerir as moedas e decorrentes azias mas acima de tudo poeta, escritor, cronista e estudante) fala dos Blind Charge obrigou-me a querer descobrir mais. Está bem que é entusiasmo de pai, que está em todos os concertos e em cima de todos os acordes, mas, na dúvida, preferi confirmar se seria só isso. Não é – os rapazes são realmente bons; pesados, mas bons. Das duas amostras que nos dão a ouvir aqui, gosto especialmente de For You (March já foge ao meu estilo).
Esta incursão pelo My Space, além das saudades que me fez ter dos ensaios, concertos e gravações-maradas dos velhos tempos de Hangwire, levou-me a procurar amigos e encontrar os Tetanus. Melhores que nunca, boa malha!
Obrigado, Nélson.
…e as “canceleiras”
Saturday, November 22nd, 2008Já que o tema é linha férrea, acho que aproveito a deixa do AL para descarregar finalmente a ira acumulada em minutos que já são horas, que, somadas, qualquer dia até são dias. Não queiram imaginar o tempo que passo sem passar nas… passagens de nível. Enterrem a linha, ergam pontes ou escavem túneis, façam qualquer coisa por favor!
As cancelas da Granja fecham quando o comboio, na melhor das hipóteses, chega a Espinho. E se outro vier no mesmo sentido e mais dois ou três no contrário o tempo de espera chega bem aos 20 minutos, com quatro de intervalo entre cada comboio, vezes e vezes e vezes incontáveis todos os dias.
E quando fecha, depois abre, sem passar comboio algum?! Com as simpáticas senhoras – que fecham e abrem e fecham e abrem a dita cancela como máquinas ou cães de Pavlov obcecados pelo estímulo da campainha – a reagir às pragas com piores pragas ainda.
Duas conclusões: 1) inadmissível não haver, em quilómetros, alternativas a este Inferno; 2) inadmissível pagarmos (sim, nós!) àquelas senhoras quando as cancelas automáticas funcionam da mesma maneira e não insultam ninguém – venha ou não venha o comboio!
O maquinista
Tuesday, November 18th, 2008Testemunha ocular da máxima confiança (a minha mulher) conta-me o episódio delirante a que assistiu hoje de manhã: o Alfa Pendular que saiu de Porto-Campanhã às 07h45 com destino a Lisboa-Oriente, e com paragem prevista em Espinho para as 08h00, simplesmente… não parou cá!
Eu explico melhor. O facto, que provocou a estupefacção geral – nomeadamente daqueles que esperavam pelo comboio para nele entrar e seguir viagem -, e que, no cais, lançou em gargalhada sonora um passageiro bem humorado, tornou-se ainda mais mirabolante quando o maquinista, dando conta do erro, travou a fundo e fez depois marcha-atrás até à estação.
“Os professores que paguem explicações!”
Tuesday, November 18th, 2008É a frase do ano. Entrando hoje em directo no programa “Antena Aberta”, da “Antena 1″, um ouvinte “revoltado” com “a actuação dos professores”, critica-os por se queixarem tanto de as grelhas de avaliação serem difíceis de compreender.
“Que contratem explicadores e paguem explicações! Se não percebem as grelhas, paguem explicações, que eu também já gastei muito dinheiro com explicações para os meus filhos!”, dizia o senhor.
E quer-me parecer que tem toda a razão.
Lindos
Monday, November 17th, 2008Nada. Não ganhámos nada nos Super Blog Awards.
Mas somos lindos. Já não é pouco.
A Caixa de Pandora
Monday, November 17th, 2008Chama-se A Caixa de Pandora, já existe desde Agosto e é o espaço onde uma amiga divulga os seus trabalhos de artes decorativas.
Tenho-me coibido de o divulgar porque sou um rapaz muito tímido, apesar de reconhecer que o meu desempenho sobre o template de Sebastian Schmieg ficou mais ou menos extraordinário.
Seja como for, é minha convicção que a Isabel Cruz merece a divulgação. Ora façam lá uma visita e vejam como ela tem jeito.
E, agora, um bocadinho de humor básico
Monday, November 17th, 2008No fim-de-semana passado fui ver o “Ensaio sobre a Cegueira”, filme de Fernando Meirelles sobre livro homónimo de José Saramago, que muito estimo.
E não vi nada. Nada. Nada. Nada.
A porcaria da sessão estava esgotada.
A borla não é redonda
Saturday, November 15th, 2008Há borlas e borlas e umas causam mais dúvidas do que outras. Se cai do céu o convite para aquele concerto por que se esperou toda a vida, damos graças à sorte e vamos de sorriso entre as orelhas; mas se me acenam com um bilhete para ir ver o Toni Carreira, com direito a visita ao camarim e beijinho do artista, aí só lhe vejo três usos possíveis: (1) lareira com ele; (2) lareira com ele, já!; (3) vendê-lo a preço dourado a uma daquelas histéricas que, dos 2 aos 200 anos, bajulam o herói nacional.

Mas há outras borlas, menos lineares: as que nos deixam com dúvidas. Será bom? Valerá a pena? Foi de graça, vamos lá… Com bilhetes assim, caídos de concursos de rádio, vivi na última semana experiências novas: um musical de La Féria (”Um Violino no Telhado”), que me faria bem pagar os bilhetes que não paguei, e uma adaptação de Ricardo Pais (”O Mercador de Veneza”), giro e tal, mas tão parado, tão parado, que a meio pagaria para sair sem ser visto.
Ah, aspecto comum a ambos: salas repletas de gente, pagadores e não-pagadores, mas todos com aparente interesse no bom trabalho que se vai fazendo pelo teatro no Porto.
P.S.: soube ontem que Ricardo Pais deixará a direcção do Teatro Nacional de S. João. Apesar de ter dormido em “O Mercador de Veneza”, parece-me, a mim que percebo pouco disto, uma má notícia para a cultura portuense.
Palma de Ouro
Friday, November 14th, 2008Estava em atraso e aqui fica: Palma de Maiorca esplêndida como a conhecia; confirmou-se! Os quatro ou cinco dias do ano passado já me tinham feito prometer mais, a semana deste ano só faz é perguntar se há maneira de a ilha deixar de surpreender. Cada terra, cada canto, cada praia… Há paraísos de areia limpa e água azul-transparente, cenários de encantar, o-gato-mais-gordo-do-Mundo, cavernas gigantescas, até História romana em castelos, coliseus e naquelas estátuas cuja proporção não orgulharia romano algum.
Resultado? O mesmo: não foi a última vez que lá fui…


