Há quem passe a noite a contar quantos, afinal, somos; somos tantos que quem conta desiste a meio. Não vale a pena, há mais um gole para para deitar abaixo ou uma fatia daquele salame de chocloate “à tio Quim” a chamar por nós. Somos muitos, cada vez mais desmultiplicados por filhos, netos, bisnetos. E genros, cunhados, sobrinhos. Quando era miúdo, a piada era saber que receberia uma prenda de cada um, logo, um chorrilho de prendas. Confesso: até ao Natal de 2007, continuava a pensar exactamente da mesma maneira.
Mas neste (último) ano fizemos diferente. O dinheiro com que compraríamos presentes uns para os outros, usámos em coisas úteis para familiares distantes. Uns estão em Cabo Verde, outros no Brasil, outros ainda em Angola e muitos mais espalhados por aí fora, especialmente em África. Reuniram-se aqui e resolvemos ajudá-los. Tivemos um Natal pior por causa disso? Não. Pelo contrário.
Não deixámos de, nos sapatinhos de cada um, dar lembranças aos mais próximos, mas aos primos, tios, sobrinhos, avós demos mais de nós. Uns ofereceram canções, outros escreveram poemas, crónicas ou lembraram estórias. Eu contribui com o Sing Star, o que, comprovará quem conhece a minha família, só podia mesmo ser um sucesso! Como foi tudo nessa noite.
E ninguém se lembrou que um dos “gordos” do clã não apareceu bêbado vestido à Pai Natal…
Eu também tive um Natal melhor “por causa disso”. Recebi um dos postais!
Grande ideia, bobo.
Olha, eu não recebi merda nenhuma. Obrigadinho ó mel.
Olhaí, oh! Eu arrecebi mas num foi do Coquilhas. Foi do tio dele! Rai’s te nique!
Foi um Natal diferente, é verdade, mas melhor e se calhar mais divertido. Pela primeira vez não esperámos pela meia-noite a jogar cartas ou bilhar, porque não havia por que esperar. Afinal, se o gordo não vinha o Natal começava logo ali e não no chorrilho de prendas que tanto gozo nos costumava dar.
Obrigada pelo Singstar. Já o há cá em casa, como tinha de ser depois daquela noite.
(ah, descobri o blog hoje. Estou a ler para trás. É engraçado conhecer-te melhor. Se calhar fora da blogosfera ainda era mais giro, primo!)
beijo *
mariana