
Camião estacionado numa rua de Espinho. Foto AL, Nokia N70.

Camião estacionado numa rua de Espinho. Foto AL, Nokia N70.

Cartaz orientador da localização do congresso do PS, Anta, Espinho. Foto AL, Nokia N70.
O congresso do PS arranca hoje ao final da tarde em Espinho, onde escrevo, e irá decorrer até ao próximo domingo.
O encontro realiza-se na Nave Desportiva Polivalente, em Sales, Silvalde (uma das nossas cinco freguesias), mas eu cheguei a pensar que Sócrates iria preferir o Europarque da Feira, também conhecido por Exponor II.
Não sei se estão a alcançar a piada: “Exponor”, como Fripor. Topam?
a c t u a l i z a ç ã o
al diz:
diz-me lá se essa sobre o PS não se entende tão bemtigues diz:
hehehe[...]
tigues diz:
mas olha lá… akela seta do ps não engana… virar à direita…
A Ryanair está a considerar cobrar para cagar. Alguns cenários plausíveis:


Da próxima vez que voar com a Ryanair se não tivesse de pagar pelo saquinho de enjoo até lhe dava bom uso.
As madrugadas da rádio têm destas coisas inigualáveis: a descoberta de um escritor, de um cantor, de uma banda. Vinha ouvindo na TSF um tema que me chamava constantemente a atenção mas não conseguia nunca perceber o nome da canção ou dos autores.
Pois bem, descobri na outra noite que eles são os Neruda, “uma banda nova”, “com um som novo”, e “editam no início de Março o seu álbum de estreia, homónimo”.
O single promocional chama-se O vinho do teu corpo, é excelente, e o videoclip não lhe fica atrás.
Madrugada de Carnaval, depois de uma noitada de trabalho no PC. Deitado na cama, muito quietinho para não acordar quem já dorme, o telemóvel a servir de rádio com earphone.
Rádio Clube Português, programa com convidados, não se percebe se em directo. Pergunta a animadora: “Então e a senhora fulana costuma ir a essa escola de dança porque, no fundo, está confinada à zona onde vive?”
Reposta da senhora fulana: “Sim, realmente estou confeccionada à minha zona.”

Olhando assim a campa rasa, na mão esquerda as rosas, flores tão vermelhas, da cor do nosso sangue, da nossa vida, vendo assim em contraluz a sepultura onde repousa, e na qual pousa a pedra que me olha, a sua campa rasa da altura do mais alto de nós todos, o seu sorriso desenhado na fotografia que não tenho aqui ao pé, aqui de pé me apresento, emudeço, as memórias são tão vastas as memórias que me ficam e me movem, como movem e comovem, o nosso encontro na manhã da minha noite, as nossas meias palavras, os nossos monólogos a dois, as conversas tão cruzadas, os silêncios, a cadência, os parágrafos recortados em finas argolas de fumo, para nós era a manhã na minha noite, e eu sabia que a diferença ia chegar, um dia haveria tempo, para nós e para tudo, para a curva de uma letra, para o verbo em gatafunho no canto do meu recado, no canto da nossa vida, no recato de nós dois, no até logo do adeus, um dia estaria perto, e de repente sem aviso foi sendo tarde demais, olho a campa rasa, as rosas, o vermelho do meu sangue, hoje o sol é sem sorrisos.
Há quem sonhe ser artista de cinema, bailarino, ministro. Mas eu já me contentava em ser apenas o autor de um blog em que, face à publicação de um post contendo só título e foto, os comentários dos leitores ascendessem aos 490.
O mérito vai inteirinho para o professor universitário António Balbino Caldeira, autor do blog Do Portugal Profundo, certamente um dos mais visitados da blogosfera.
Fui céptico, fui de arrasto. Disposto, ainda assim, a que eles, os Oasis, com quem sempre tive uma relação ali à volta do insulto, me provassem merecer, pelo menos, o respeito das milhares de pessoas que quase lotaram o Pavilhão Atlântico. Dado o historial pouco feliz da banda em festivais no nosso país, foi no mínimo prudente ter optado, desta vez, por concerto em nome próprio e em local fechado, onde seria eu o único com vontade, logo à partida, de brindá-la com o arremesso de objectos de volume, à imagem do que aconteceu há uns anos no Sudoeste (juro que não fui eu, nem sequer lá estava!).
Ao contrário de qualquer expectativa, o concerto foi bom. A sério que foi bom. Liam Gallagher confirmou a postura arrogante que nenhum apedrejamento amaciará, mas Noel, o mano, surpreendeu-me bem. Sem baboseiras mas comunicativo q.b., sem exageros mas com virtuosismos nos momentos certos, sem rancor; sim, sem rancor, saindo de pazes feitas com Portugal (e, até, comigo, que não atirei nada e insultei quase nada).
Mais duas surpresas: grandes efeitos visuais e público dos 12 aos 50 (se calhar até mais de 12 do que de 25, 30 ou 50, o que me causou real estranheza).
Bem vistas as coisas, valeu a pena lá ir.
Posso estar enganado, mas será difícil convencerem-me do contrário. Na minha opinião, os fóruns das televisões e rádios, com participações dos telespectadores/ouvintes, são mais coisa para encher chouriços do que propriamente algo de útil em termos de informação ou até de entretenimento.
Mas, para lá dos latinos fora, existem também em vários órgãos de comunicação umas votações parvas cuja utilidade não consigo, igualmente, divisar. O Correio da Manhã, no entanto, consegue ser mais original do que toda a concorrência junta, quer pelo seu pendor de sobriedade, quer pelo género de perguntas que faz.
No seu site, o diário de Lisboa tem, por exemplo, uma resposta múltipla (sim/não) para a pergunta “Que futuro para o namoro de Maitê e Sousa Tavares?”. Eu estava à espera de algo mais elaborado, do género “Vai ser complicado, na medida em que o Sousa lhe meteu os palitos” ou “Aquilo parece ser amor, portanto deverá dar certo”.
Ambiguidades à parte, confesso que também me comoveu esta pungente questão: “Acredita numa reconciliação entre Deco e Jaciara?” Então não acredito?! Eu até sei quem eles são e tudo…