Ainda corro por fora do advento do Twitter, mas estou atento às notícias que aparecem aqui ou ali. Há poucas semanas, por exemplo, li uma entrevista a um dos criadores da plataforma, de que retirei duas ideias-chave:
(1) O Twitter alimenta já milhares de jornalistas e jornais, notícias e noticiários, em e de todas as partes do Mundo;
(2) Um dos grandes desafios de quem o gere é criar mecanismos de autenticidade, ou seja, maneiras de sabermos se quem escreve é mesmo quem diz ser.
Enquanto (2) não sucede, é para mim estranho que (1) aconteça com tanta naturalidade. Para ser mais claro: parece-me de anjinho que a Comunicação Social se deixe levar por verdadeiros imbecis que vivem na fantasia de ser quem não são.
Olhem se me dava, agora, para escrever no boblog em nome de João Manzarra, Ana Malhoa ou Manuel Pinho, só para falar em três grandes ídolos aqui citados nas últimas postas…

É o que dá os cortes orçamentais nos grandes grupos de comunicação. A notícia deve ser chocante e vender (seja no “share” ou no nº de jornais), mas deve ser obtida de forma barata.
Para quê jornalismo de investigação, para quê enviados especiais no estrangeiro? É metê-los à frente do twitter e a ler os blogues do pessoal. Ó p’ra nós aqui a produzir notícias…
O Twitter tem coisas boas e coisas más, como tudo na vida. Quando são verdadeiros têm imensa piada (o Twittter da Lady Gaga é de gritos), agora quando são falsos (como aconteceu também com a Rainha Rania da Jordania) acredito que não seja muito agradável para a pessoa visada.
Sobre o twitter, devo dizer que o que sei é apenas fruto do que leio. E, como li que vicia muito, nem quis experimentar.
Sobre o aproveitamento de “notícias” veiculadas no dito cujo, enfim, já está tudo dito.
Gostei do anjinho, bob!