1 Outubro 2008: Dia da música e do idoso
Wednesday, October 1st, 2008
Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, 64 anos.

Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, 64 anos.
O The Daily Show venceu um Emmy para a categoria de Best Comedy Series. Aliás, ganhou mais umas distinções. Eu ligo muito pouco à indústria dos Emmys, Grammys ou Oscars, mas acho piada ao Jon Stewart. O George W. tem lhe dado imensa ajuda (traço aqui paralelismo evidente, a um nível diferente, entre o Eng. Sócrates e os Gato Fedorento). Gosto da sátira; gosto do intervencionismo político do Jon Stewart (apesar de achar que algumas entrevistas são mal conduzidas), sem medo de assumir a parcialidade das suas convicções. Faz humor com alguma inteligência e tem piada. Por isso a minha pequena homenagem. Deixo dois exemplos (YouTube): Small Town Values & Bush/McCain

Desde que o “Jornal da Noite” passou a ser apresentado a dois - Clara de Sousa e Rodrigo Guedes de Carvalho, por exemplo -, aquele serviço noticioso da SIC tornou-se mais light do que os livros escritos a metro pela Margarida Rebelo Pinto.
A informação meteorológica, então, faz lembrar tudo menos informação: eles riem, eles babam-se, eles atiram piadas um ao outro…
Hoje, excepcionalmente sozinho, Rodrigo pôs um sorriso simpático e abalançou-se na poesia: “O tempo amanhã vai estar bastante bonito.”
(Queria abrir aqui um parêntesis para dar um conselho ao Rodrigo escritor. O jornalista tem-se queixado muito de que o grande público olha com alguma desconfiança para a sua obra literária, por o associar sempre à figura de pivô do telejornal; isto quando ele esperava que as pessoas esquecessem isso, e nele vissem apenas o Rodrigo escritor. Rodrigo, o meu conselho é este: publica os teus livros sob pseudónimo. Assim não terás mais ninguém a dizer “Olha o gajo, agora também é escritor!”. É claro que também não terás mais ninguém a comprar-te um exemplar, mas pronto…)






Deitei-me e acordei a pensar numa forma simpática de dizer isto, mas não a encontrei: André Sarbib, qual lapa, agarrou-se ao piano na Super Session de ontem e ninguém mais o conseguiu tocar.
Junte-se-lhe um punhado de músicos de alta craveira jazzística e temos uma noite de bocejos. Quase não houve lugar para o rock ‘n’ roll ou o blues.
Jam session? Não sei onde.
O Doo Bop Bar, na Praia da Baía (Espinho), promove na noite da próxima segunda-feira, 28 de Julho, uma jam session em que estarão presentes cerca de 15 músicos convidados.
A estes, provenientes das mais diversas formações e géneros musicais, poderá juntar-se qualquer cliente do bar, mesmo que não tenha levado o seu instrumento. Em geral, não existe um reportório combinado.
Os Delfins anunciaram, anteontem, o fim da sua carreira de 25 anos, revelou o “Metro”.
No entanto, e ainda segundo aquele diário gratuito, só em 31 de Dezembro de 2009 é que os próprios Delfins irão pôr fim à banda, e logo com um concerto ao vivo.
Entretanto, e sempre segundo notícia do “Metro”, o grupo ainda vai lançar um álbum de originais em Setembro ou Outubro deste ano.
O pior de tudo isto é que os Delfins ameaçam que “2010 trará iniciativas individuais ora a solo ou em grupo”. Ou seja: é uma questão de multiplicar os Delfins por cinco.
To the window, to the wall, till the sweat drops down my balls awwww skeet skeet skeet skeet
Há umas semanas atrás fui ver George Clinton and Parliament/Funkadelic ao Royal Festival Hall. Um espectáculo que nunca imaginei ver num auditório um tanto quanto clássico como o Royal Festival Hall dado que da primeira vez que os vi a actuar no Hammersmith Apollo deparei-me com cerca de 15 músicos a produzir quantidades respeitáveis de barulho, uma cantora/dançarina em patins e uns quantos cigarrinhos de haxixe (em palco e entre o público). O concerto não desiludiu e, charros à parte, houve de tudo.
Aos 67 anos o George Clinton continua a ser o “grand-daddy” do Funk. Apesar de só ter aparecido em palco uns bons 15 minutos depois da banda ter começado a tocar conseguiu por a sala inteira aos saltos. A banda, que é na verdade uma mescla das bandas Parliament e Funkadelic (daí os 15 elementos em palco), consegue por si só oferecer um excelente espectáculo dados os anos de experiência e a mestria dos vários músicos. Mas quando o George Clinton está em palco a dinâmica da banda altera-se consideravelmente e, ao estilo do James Brown ou Prince, é ele quem comanda a banda por completo e tal como um maestro decide os passos seguintes.
Dos 15 músicos 5 eram guitarristas. Dois dos mais talentosos eram DeWayne “Blackbyrd” McKnight (que deu uma mãozinha aos Red Hot Chili Peppers* aquando da morte do guitarrista Hillel Slovak) e Michael Hampton que veio subsitutuir o Eddie Hazel depois de, aos 17 anos, ter tocado “Maggot Brain” nota-por-nota e ter sido imediatamente contratado.
“Maggot Brain”, contains a ten-minute guitar solo which was Hazel’s defining moment and the one piece of music for which he has remained a legend — in 2008, Rolling Stone cited this as number 60 on its list of 100 greatest “guitar songs” of all time. Perhaps apocryphally, Clinton told Hazel during the recording session to “play like your momma just died” and the result was the epic sounds of Hazel’s guitar.
“Maggot Brain” foi apenas um dos vários clássicos que ouvi nesse dia. Entre outros contam-se “One Nation Under a Groove”, “Flashlight”, “We Want The Funk”, “Cosmic Slop”…
in http://en.wikipedia.org/wiki/Eddie_Hazel
* Os Red Hot eram protégés do George Clinton que chegou até a produzir o álbum Freaky Styley.
Não levei máquina fotográfica mas, nos dias que correm, encontram-se fotos facilmente. Dêem uma vista de olhos nesta galeria. Para um comentário diferente leiam este artigo em musiclikedirt.com.
Febre de sábado à noite ao PC, por causa de uma prova de avaliação. No leitor de CD toca Tom Waits, e eu estou capaz de jurar que senti um bafo a whisky. É quase fim de Junho e ainda não fui à praia.

A propósito do seu novo disco, e graças também ao facto de vir a ser directora do jornal gratuito “Metro” por um dia (a 30 de Junho), a fadista Mariza deu ontem uma entrevista àquele diário afirmando o seguinte: “Sinto-me como um veículo que transporta a cultura de um povo.”
Além de registar com agrado a modéstia da rapariga, gostaria de acrescentar que, tendo em conta as suas medidas, a fadista-veículo representará, porventura, um porta-aviões ou um longo comboio de mercadorias, com a locomotiva pintada de amarelo. No mínimo.