Archive for the ‘Asnices’ Category

O maquinista

Tuesday, November 18th, 2008

Testemunha ocular da máxima confiança (a minha mulher) conta-me o episódio delirante a que assistiu hoje de manhã: o Alfa Pendular que saiu de Porto-Campanhã às 07h45 com destino a Lisboa-Oriente, e com paragem prevista em Espinho para as 08h00, simplesmente… não parou cá!

Eu explico melhor. O facto, que provocou a estupefacção geral - nomeadamente daqueles que esperavam pelo comboio para nele entrar e seguir viagem -, e que, no cais, lançou em gargalhada sonora um passageiro bem humorado, tornou-se ainda mais mirabolante quando o maquinista, dando conta do erro, travou a fundo e fez depois marcha-atrás até à estação.

E, agora, um bocadinho de humor básico

Monday, November 17th, 2008

No fim-de-semana passado fui ver o “Ensaio sobre a Cegueira”, filme de Fernando Meirelles sobre livro homónimo de José Saramago, que muito estimo.

E não vi nada. Nada. Nada. Nada.

A porcaria da sessão estava esgotada.

Ode ao Ashley Cole

Monday, October 13th, 2008

Há um dizer humorístico na língua Inglesa que diz When in trouble or in doubt, run in Circles, scream and shout..

Ashley Cole

Inspirado pelo erro crasso cometido pelo Ashley Cole no jogo contra o Kazaquistão renovo o dizer aplicando-o ao futebol:

When in trouble or in doubt, clear the ball don’t fuck about.

I’m afraid of Americans

Tuesday, September 9th, 2008

Título inspirado pelo David Bowie.

Anglicisses

Tuesday, July 8th, 2008

Super Blog Awards: A fase de inscrição já terminou. Agora podes votar nos teus blogs favoritos. Para votar tens de estar registado e logado no nosso site. Vai ao header do site e faz o teu login.

“Super Blog Awards.
A fase de inscrição já terminou. Agora podes votar nos teus blogs favoritos. Para votar tens de estar registado e logado no nosso site. Vai ao header do site e faz o teu login.”

Logado?! Header?!! Porra, e eu a pensar que o meu Portinglês estava mau.

Isto é, a meu ver, um caso típico anglicisse: asnice misturada com anglicismos. Ou talvez angliçorna: um anglicismo e muita falta de vontade de traduzir para Português.

Mas não deixem que isto vos impeça de votar no boblog.

Sabe mais do que o Jorge Gabriel?

Saturday, January 5th, 2008

Aproveitando o regresso desse êxito televisivo a nível planetário que dá pelo nome “Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?”, que fora de férias e não se percebe por que não se deixou ficar no limbo das prateleiras da RTP, aproveitando esse regresso, dizia, apresento a minha reflexão crítica sobre o programa da TV que mais contribui para a promoção do trabalho infantil e para a perda de dignidade das crianças. E que, pelo meio, ainda consegue fazer publicidade encapotada a uma marca de água com gás.

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

O OBJECTIVO “Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?” é um concurso televisivo que vai para o ar nas noites de segunda a sexta-feira, na RTP1, canal de serviço público do Estado. Basicamente, os concorrentes, adultos, estão ali para serem humilhados pela “sabedoria” de meia dúzia de crianças residentes e para sofrerem na pele a simpatia postiça dos “bitaites” de Jorge Gabriel, o omnipresente e intrépido apresentador da estação.

O DUELO O concorrente escolhe uma criança com a qual irá digladiar-se na resposta a uma pergunta, que tem sempre a ver com matérias relativas ao dois ciclos do ensino básico (1.º - 6.º anos). Dispõe de três ajudas, entre as quais a cultura do seu opositor. Depois de “espreitar” e “copiar”, e após ser “salvo”, resta-lhe apenas a sua baixa cultural geral, que será certamente insuficiente para identificar a divisão da nova roda dos alimentos à qual pertencem o tomate e a beterraba. Perdendo, ganha, contudo, e quase sempre, 1.500 euros, não sem antes se virar para a câmara (portanto, para o país todo) e declarar, de sorriso amarelo: “Sim, é verdade, eu não sei mais do que um miúdo de 10 anos!”

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

O DÉCOR O programa tem um cenário impecável: por um lado, os familiares dos concorrentes (que parecem geralmente tão divertidos quanto o ex-líder do CDS, Ribeiro e Castro) e os paizinhos das crianças (tão babados quanto o Mira Amaral quando fala), sentados em linha e muito bem comportados; por outro lado, um ecrã gigante com uma imagem a imitar um quadro antigo de ardósia, e ainda - a cereja no topo do bolo - uma secretária de madeira difarçada de velha, com um globo terrestre em cima e um conjunto de outros acessórios, espalhados, de que farão parte (ninguém me tira esta ideia) uma régua para bater nas mãozinhas, um crucifixo e uma fotografia tipo passe de António de Oliveira Salazar.

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

A PUBLICIDADE Agora que esta reflexão chega quase ao fim, parece-me que não consegui transmitir com toda a propriedade a impressão que este programa me faz. É por isso que me apresso a falar já na publicidade não identificada que o programa tem o desplante de fazer: quer a mesa do concorrente, quer a mesa do petiz armado ao pingarelho, têm em cima, e de forma bem visível, uma garrafa de água com gás. Umas noites, é de um sabor; noutras, outros. Nunca vi a expressão “publicidade” ou “pub” no topo direito do ecrã, pelo que, concluo, essas bebidas serão o último dos bálsamos para os participantes: das crianças, que ficam tontas por se sentirem tão sábias; dos concorrentes, que ficam com azia devido à declaração final; do apresentador, que, concedendo eu que seja boa pessoa, se vê na necessidade de ajudar à digestão, que, habitualmente, pára quando percebe que está a fazer-se passar por um professor imbecil ou por um perigoso “bufo” do Estado Novo. Se bem que, na minha opinião, consiga conciliar bem as duas vocações.

Operar com pressa (e incompetência, claro)

Thursday, December 27th, 2007


Sérgio Luís foi operado em Agosto de 2001 ao ombro esquerdo, mas uma compressa ficou esquecida no seu corpo (seria retirada meses depois). (…) O Supremo Tribunal de Justiça determinou que o clínico tem de pagar 32.500 euros [de indemnização].

in Correio da Manhã

Botainde muita atenção

Tuesday, December 4th, 2007

# enfim Says:
December 4th, 2007 at 16:42
Deviam não ser tão ignorantes antes de fazerem comentários precipitados… “Botado” está correcto vejam o dicionários seus asnos.

Asno, uma imagem com direitos reservados

# atento Says:
December 4th, 2007 at 17:45
ou será “Um bigode para ninguém botar defeito” como tem escrito neste mesmo “blog” a 20 de Novembro. é melhor botar os bigodes de molho..

Em primeiro lugar, gostaria de dizer a quem escreveu tão fofos comentários que o autor do post “Um bigode para ninguém botar defeito” e o autor do post “A imprensa regional no seu melhor” não são a mesma pessoa. O primeiro assina AD, o segundo, que sou eu, assina AL, tratando-se, em ambos os casos, de abreviaturas dos nomes próprios (que são bastante feios).

Depois, é preciso separar as águas: quem costuma confundir as assinaturas é a mãezinha do AD, e haver alguém que possa, sequer, alimentar o sonho de um dia preencher esse lugar é… uma tremenda asnice.

Em terceiro lugar, e por falar em asno, aproveito para publicar a minha fotografia entre os dois comentários que aqui reproduzo, até porque, como compreenderão, sentir-me-ei entre pares. E, com isso, sempre “boto figura”, assim como ninguém “botou defeito” ao bigode do AD, com o qual ele conseguiu angariar mais de uma centena de libras a favor da The Prostate Cancer Charity. Mas sobre esta e outras pilosidades falará o AD na altura devida…

Por último, e a propósito do verbo “botar” (cuja existência ninguém pôs em questão), convido os senhores “enfim” e “atento” para uma pequena lição de português: consultando, por exemplo, o sítio das Ciberdúvidas da Língua Portuguesa ou um dicionário minimamente actualizado (este, por exemplo). Depois, logo me dirão se encontraram algo que comprove, sequer, a existência da expressão “botar ao abandono”.

É que, permitam-me o acto corajoso, sou mesmo capaz de “botar a mão no fogo” em como não encontram…