Não se percebe como é que uma pessoa íntegra, culta e bem formada como é o Luís Figo se deixou enredar no misterioso caso de um vídeo de promoção de uma campanha para a qual, meses depois do seu início, ainda não existe qualquer plano de comunicação.

E ainda menos se entende esta pseudo-coincidência de Figo ter assinado um contrato chorudo na tarde de um dia em que tomou o pequeno-almoço com José Sócrates a fim de demonstrar o seu apoio ao candidato do PS.
Candidato do PS que, curiosamente, é hoje o primeiro-ministro de um país que se supõe estar com falta de liberdade de expressão mas onde Miguel Sousa Tavares o aniquila numa entrevista sem qualquer tipo de censura. E onde José Sócrates explica que o famigerado pequeno-almoço, realizado no dia 25 de Setembro de 2009, aconteceu na sequência de contactos estabelecidos com Figo em Junho do mesmo ano, a propósito de uma entrevista que este dera ao “Diário Económico” do dia… 7 de Agosto.
Repito: não se percebe como é que uma pessoa íntegra, culta e bem formada como é o Luís Figo se deixou enredar nesta confusão. Até parece coisa de futebolista.


