Portanto… a gente desconta para a Segurança Social. Quando tem um azar e fica doente, apercebe-se que o hospital do SNS já não tem urgências nem SAP. Dirige-se à Unidade de Saúde Familiar (vulgo posto médico), onde explicam que, a adoecer, o melhor é fazê-lo das 8h00 às 24h.
O Médico de Recurso (deve ter tirado um curso duas vezes) pode ser um excelento clínico geral mas, a partir do momento em que consulta um calhamaço para saber “que tipo de gotas há para esse tipo de inflamação”, faz um-do-li-tá e receita um remédio ao calhas, a gente desconfia.
Daí que, no dia seguinte ao feriado municipal, se solicite uma vaga ao médico de há décadas, que em dois minutos identifica o problema e propõe um tratamento como deve ser. A diferença, além da atenção, são cerca de 80 euros.
Ou seja, e em resumo: eu desconto para o Serviço Nacional de Saúde, mas o SNS, em geral, só me faz perder tempo e dinheiro. Ainda bem que o Governo não se lembrou de cortar nas deduções do IRS, “e assim”, senão era capaz de haver por aí gente muito chateada…


