Archive for the ‘História’ Category

How about a nice big cup?

Friday, June 6th, 2008

How about a nice big cup of shut the fuck up

E o original.

Salazar, aquele tipo porreiro

Wednesday, October 31st, 2007

Por casa, a trabalhar no portátil, enquanto, na TVI, o Goucha se dedica a limpar a imagem do ditador fascista António de Oliveira Salazar.

Numa - digamos - entrevista em directo, Maria da Conceição Rita, ex-protegida do Presidente do Conselho, diz isto sem se rir: “Nunca me interessou a parte política de Salazar, interessou-me mais a sua parte humana.”

Ah, Salazar… esse rapaz tão meigo…

Joe Jackson, Zita Seabra, Dr. Feelgood

Friday, July 27th, 2007

De uma só penada, chegam-me às mãos o livro Foi assim, de Zita Seabra; o CD Big World, de Joe Jackson; e a colecção de singles The U.A. Years, dos Dr. Feelgood.

Pelo que já li na imprensa, a obra de Zita parece importante pela denúncia da verdadeira essência totalitária do PCP. O CD de Joe Jackson é um clássico para os apreciadores da chamada new wave, e já o tive cá por casa em LP. Os singles dos “Doctor” são um achado; senão, vejam este She Does It Right, de 1975, com o frenético Wilko Johnson na guitarra:

Conduzi e multiplicai-vos

Thursday, June 21st, 2007

A Santa Sé divulgou os dez mandamentos do bom condutor, num primeiro sinal de preocupação com os acidentes de viação.

in publico.pt

O padre, o poeta e o delator preto

Friday, May 4th, 2007

Ao contrário do padre José Pedro, da paróquia de Espinho, que faz bodyboard e até merece destaque de primeira página no JN, eu andava por aqui apenas a navegar na Internet. Era mesmo só isso.

E, de repente, tropecei numa citação de um tal Verlaine. Que, um dia, terá dito o seguinte: “Convém não julgar as pessoas pelas companhias. Judas, por exemplo, tinha amigos irrepreensíveis.”

Achei piada, e procurei saber quem era o tipo. E o tipo - de seu nome completo Paul-Marie Verlaine - foi “só” um dos grandes poetas franceses do final do séc. XIX.

Falando em Judas, lembrei-me da ópera-rock de 1973 “Jesus Christ Superstar”. (Sim, eu sei, esta associação de ideias anda a funcionar “a quinhentos”.)

O Judas, esse Judas, era preto. Chamava-se Carl Anderson e, por acaso, já faleceu.

Mas, Jesus, um Judas preto?!

O princípio do fim?

Tuesday, August 1st, 2006

Fidel Castro

Fidel Castro, 79 anos, foi hospitalizado na sequência daquilo que o próprio apelidou de “acidente de saúde”, noticia o Público. É a primeira vez, em quatro décadas de poder, que o Presidente cubano delega funções. O seu irmão Raul é agora, ainda que “provisoriamente”, primeiro secretário do PC de Cuba, presidente do Conselho de Estado e comandante das Forças Armadas.

Muito mais que Zero

Friday, July 21st, 2006

Há questões que me intrigam como: Quem matou o JFK? Porque é que o céu é azul? Porque é que os dentistas nos fazem perguntas quando têm as mãos enfiadas nas nossas bocas? Quem limpou o cú às minhas meias? E, mais recentemente, qual é a diferença entre a Coca-Cola Diet e a nova Coca-Cola Zero?

A minha pesquisa demonstrou-me que, aparentemente, este novo produto ainda não existe em Portugal ou que, a existir, as pessoas com quem falei há muito que não saiem de casa.

AD.co.uk says:
sabes o que é Coca-Cola Zero?

Ronaldo: says:
n

Pauinha says:
nopsss

Rodolfo says:
nop

Pedro says:
n

Jacinta says:
nope

Filipe says:
n

Morango e Melancia says:
nao

AL says:
nao faço a minima
AL says:
zero calorias?

Coca-Cola ZeroPosto isto, e aproveitando o mote dado pelo Albano, aproveito para explicar que a Coca-Cola Zero é uma nova bebida gaseificada de baixas calorias e sem açucar, recentemente lançada pela Coca-Cola em Inglaterra e outros países. Para os conhecedores, a Coca-Cola já comercializa uma versão de baixas calorias e sem açucar, a Coca-Cola Diet.

Quando dei comigo a passar uns bons 10 minutos a olhar para 3 garrafas de Cola - uma ‘normal’, uma Diet e uma Zero - sem perceber muito bem o porquê de dois produtos quase idênticos decidi averiguar e acabar, de uma vez por todas, com esta questão que tanto me aponquentou. A julgar pelos 496000 resultados apresentados pelo Google para a pesquisa Diet Coke vs Coke Zero, não sou o único curioso que por aí anda.

Ora, em 1983 a Coca-Cola lançou no mercado a Diet Coke - uma versão de baixas calorias e sem açucar da Coca-Cola Classic. Em 1985, numa tentativa de recuperar alguma da quota de mercado que havia perdido para a Pepsi, decidiu alterar a receita clássica e lançou a New Coke. A nova receita revelou-se um fracasso e adesão foi muito baixa. Porém, a reintrodução da receita clássica levou a um aumento das vendas o que levou a que alguns críticos sugerissem que a comercialização da nova receita havia sido uma simples estratégia de marketing com vista a aumentar as vendas.

Anos mais tarde, em 1992, a New Coke foi baptizada Coke II e, se não estou em erro, ainda se encontra à venda (pelo menos nos EUA).

O interessante, porém, é que a Diet Coke, lançada dois anos antes da New Coke, é na verdade uma New Coke sem açucar em vez de uma Coca-Cola Clássica. Assim, mais do que a ausência do açucar, explica-se a diferença dos sabores entre Diet e Classic. A Diet foi muito bem recebida e anos mais tarde colocava-se no mercado não como um prolongamento à Coca-Cola Classic mas sim como um produto distinto. Hoje em dia, a seguir à Coca-Cola e à Pepsi, é a terceira bebida gaseificada mais vendida no Mundo.

Vinte e cinco anos depois do lançamento da Diet, a Coca-Cola lança agora a Coca-Cola Zero que é, basicamente, uma Coca-Cola Classic sem açucar. Quer isto significar que, à partida, o sabor da Zero é em tudo idêntico ao sabor da Classic só que sem açucar e com muito menos calorias.

E pronto, assim se explica mais uma das grandes questões deste Mundo.

Toma lá que já levaste

Monday, June 12th, 2006

Meio aborrecido que estou com a falta de golos no jogo de abertura de Portugal pus-me a ler sobre futebol e, em particular, sobre os campenatos do Mundo. Não podendo deixar de ler sobre o Mundial de 66 (para os leigos: ficámos em 3º lugar e até ganhámos ao Brasil!), eis que descobri uma ‘conversa’ curiosa entre as Federações de Futebol Inglesas e Brasileiras a respeito do uso de estimulantes:

Antes do Mundial, a Federação Inglesa enviou um comunicado a CBD a informar que o café consumido por hábito no Brasil seria considerado estimulante. A CBD respondeu que o assunto deveria ser tratado directamente com o Instituto Brasileiro do Café e que o chá, bebido pelos ingleses, era muito mais estimulante. O assunto terminou por aí.

in Copa do Mundo de 1966

Se tudo fosse assim tão fácil era uma maravilha, não acham?

Einstein, Darwin e a Universidade de Aveiro

Friday, October 28th, 2005

Albert Einstein and Charles Darwin sent and received thousands of letters during their lives, and their correspondence shows the same pattern of communication as modern-day e-mails, scientists say.

(…)

Both scientists generally responded to a letter within 10 days of receiving it, researchers from the University of Notre Dame in Indiana, Universidade de Aveiro in Portugal and Harvard University in Boston found.

in Einstein, Darwin generated letters like e-mails

UPDATE:

João Gama Oliveira é o aluno de doutoramento em Física na Universidade de Aveiro que, em colaboração com o Prof. Albert-László Barabási, da Universidade de Notre Dame (EUA) investigou os hábitos de escrita de cartas de Einstein (1879-1955) e Darwin (1809-82).

Podem ler a notícia no @ua_online e no site do departamento de Física da UA podem encontrar mais informações acerca desta descoberta incluindo um PDF do artigo original publicado na revista Nature.

Paisagem

Sunday, October 9th, 2005

Alentejo, 2005

“O que mais há na terra, é paisagem. Por muito que do resto lhe falte, a paisagem sempre sobrou, abundância que só por milagre infatigável se explica, porquanto a paisagem é sem dúvida anterior ao homem, e apesar disso, de tanto existir, não se acabou ainda. Será porque constantemente muda: tem épocas no ano em que o chão é verde, outras amarelo, e depois castanho, ou negro. E também vermelho, em lugares, que é cor de barro ou sangue sangrado. Mas isso depende do que no chão se plantou e cultiva, ou ainda não, ou não já, ou do que por simples natureza nasceu, sem mão de gente, e só vem a morrer porque chegou o seu último fim. Não é tal o caso do trigo, que ainda com alguma vida é cortado. Nem do sobreiro, que vivíssimo, embora por sua gravidade o não pareça, se lhe arranca a pele. Aos gritos.”

José Saramago
in “Levantado do Chão”(p. 11)
Lisboa, Editorial Caminho, 2000