Passo a passo, vou-me rendendo ao mundo único do Open Source. Precisaria de uma extensão de linhas tremenda deste blogue para explicar porquê. A razão principal é a essência do conceito e a forma como foi colocado em prática. Mas confesso que o que me lá fez chegar foi o descontentamento com um sistema operativo cheio de vulnerabilidades, falhas, bugs, e colapsos inexplicáveis – o M$ Windows. Pior, irrita-me não ter opções. E é nisso que a M$ foi, durante muitos anos, especialista – em viciar os utilizadores do windows a uma série de pequenos incontornáveis, com o acordo tácito de uma série de parceiros comerciais. Mais, metendo tecnologia proprietária em todo lado (até na www), garantiram uma fidelização à força, sobretudo nos utilizadores normais (não-geeks e não-nerds). Mas os ventos não podem soprar sempre para o mesmo lado… Os Mac estão com um ressurgimento brutal e finalmente existem Linux para humanos (assente em ambientes gráficos como o KDE ou o Gnome). Sobretudo, há mais interoperabilidade e menos incompatibilidades (tem havido um movimento pro-padronização importante). Mas para o utilizador comum, os universos não-windows parecem ainda distantes e de difícil adaptação. Eu perdi o medo – e explico como… passo a passo (com as minhas escolhas Open Source gratuitas de eleição):
passo 1. manter o sistema operativo Windows (já vinha com a máquina e não se aconselham mudanças radicais para começar)
passo 2. usar o Firefox para navegar na www e em aplicações associadas
passo 3. usar o Thunderbird como cliente de email
passo 4. usar o Pidgin como cliente de mensagens instantâneas e chat
passo 5. usar o GIMP como programa de criação e edição de imagens
passo 6. usar o vlc media player como leitor de cd’s, dvd’s, ficheiros de audio e vídeo
passo 7. usar o OpenOffice como aplicação de escritório (processador de texto, apresentações, folha de cálculo)
passo 8. pegar num computador antigo e instalar-lhe o Ubuntu, o tal Linux para seres humanos
passo 9. experimentar, experimentar, experimentar; fazer no Ubuntu as tarefas normais
passo 10. escrever um post sobre o Ubuntu no blogue da malta
passo 11. usar Ubuntu em casa e no trabalho
O Ubuntu vem pronto a usar e custa zero euros; traz uma colecção de pacotes Open Source pré-seleccionados para todos os usos e gostos. É preciso é perder-lhe o medo. É um caso sério de funcionalidade “user-friendly” e robustez. Pode tornar-se um caso sério de popularidade (até podia vir no Magalhães). Um utilizador normal não precisa de mais do que isto, sobretudo em casa; pode até alternar entre Ubuntu e Windows, para algumas aplicações mais específicas. Só tem de se adaptar lentamente e fazer um programa de desmame, como o que aqui indico, até um dia o ter na sua máquina de casa e escritório.
Para utilizadores com necessidades técnicas especiais e software específico, o Mac será a melhor opção. Mas os conceitos são diferentes…