Archive for the ‘Opinião & Comentário’ Category

Os indiferentes

Saturday, December 12th, 2009

“PSD, CDS-PP, PCP e PEV abstiveram-se e o BE votou contra a proposta de alteração orçamental do Governo.”

Acho estranho, mesmo muito, que aqueles que em períodos eleitorais mais se manifestam contra a abstenção, cheguem à Assembleia da República e, em questões tão importantes como a votação de um Orçamento de Estado, se… abstenham. Não são a favor nem contra?! É-lhes indiferente que seja assim ou assado?! Então estamos fritos…

P.S.: Aproveito esta minha (rara) incursão política para assinalar o recente lançamento de um bom blogue com esse cariz: vale a pena visitar O Acordo Ortopédico.

O Homem Mau que é bom

Saturday, December 5th, 2009

Já me tinham falado deles, ontem fui à Fnac do Mar Shopping confirmar: os Homem Mau trazem boas surpresas, muitas promessas e fundam a sua música em influências sólidas de grandes bandas. Mostram que cantar em português, sendo tão difícil com qualidade, não é defeito e perfilam-se (alguém, finalmente, o faz!) para a sucessão aos extintos Ornatos Violeta.

P.S.1: Comprei o CD e, pelo sim, pelo não, porque um dia pode valer dinheiro!, pedi-lhes que o assinassem.
P.S.2: Surpresa das surpresas, como quem diz “o Mundo é mesmo pequeno”, conheço perfeitamente o baterista da banda, adversário dos tempos do voleibol, aos anos que isso já vai!

Histórias do Bom Jardel

Monday, November 23rd, 2009

Não fosse eu lagarto quase fanático e até diria que o jeito de Mário Jardel para a representação nasceu no ano em que, no Sporting, teve como lições as (famosas mas, juro, inexistentes) simulações de penálti de João “Grande Artista” Pinto. Se o resultado for o mesmo, temos campeão (de bilheteiras)!

Diga lá outra vez?

Friday, November 20th, 2009

Por (de)formação profissional, habituei-me a ser céptico quando defronte uma referência bibliográfica. Uma não chega, são precisas várias, e é preciso ver se há discordâncias entre os autores. Aprendi a procurar a filiação dos autores, para perceber a sua independência quanto ao tema em discussão (imaginem por exemplo ter um tipo pago por uma qualquer empresa de agroquímicos a publicar um artigo com dados sobre a inocuidade do seu mais novo pesticida). Fui treinado a ser isento e objectivo, a não trabalhar com pré-concepções, mas reconheço que isso é negar a minha natureza humana. Ainda assim, vou tentando.
Ora, perante este documento (siga este link), difundido pelo movimento Portugal pro Vida, não resisti a partilhar convosco estes dois parágrafos consecutivos de um estudo espanhol (perdoem-me o castelhano), e que vêm ao encontro do que vos falava em cima (ou não):

Hasta la fecha, no ha habido ni un solo estudio suficientemente amplio y bien realizado del que sacar conclusiones, por lo que no puede afirmarse en ningún caso, tal y como se ha hecho estos días, que los estudios científicos avalan la adopción por personas del mismo sexo.

De los pocos elementos a no descartar de esos estudios, así como de otros estudios rigurosos sobre temas conexos, podemos concluir que en los niños criados por parejas de homosexuales son más frecuentes que en la media de la población ciertas conductas o situaciones que en general resultan desfavorables para ellos:

E segue-se a este parágrafo um chorrilho de problemas.

Se este post não estivesse já tão comprido, eu até dedicava mais latim à hipocrisia, mas é hora de eu ir dormir.

Idiotas e idiotas

Thursday, November 5th, 2009

No debate do programa do Governo na AR (a que assisto por inenarrável masoquismo), lá vieram de novo as referências a “portuguesas e portugueses”.

Guterres inaugurou a moda, os bloquistas copiaram-no; e o Parlamento perpetua a idiotice linguística.

Passo a passo…

Tuesday, November 3rd, 2009

Passo a passo, vou-me rendendo ao mundo único do Open Source. Precisaria de uma extensão de linhas tremenda deste blogue para explicar porquê. A razão principal é a essência do conceito e a forma como foi colocado em prática. Mas confesso que o que me lá fez chegar foi o descontentamento com um sistema operativo cheio de vulnerabilidades, falhas, bugs, e colapsos inexplicáveis – o M$ Windows. Pior, irrita-me não ter opções. E é nisso que a M$ foi, durante muitos anos, especialista – em viciar os utilizadores do windows a uma série de pequenos incontornáveis, com o acordo tácito de uma série de parceiros comerciais. Mais, metendo tecnologia proprietária em todo lado (até na www), garantiram uma fidelização à força, sobretudo nos utilizadores normais (não-geeks e não-nerds). Mas os ventos não podem soprar sempre para o mesmo lado… Os Mac estão com um ressurgimento brutal e finalmente existem Linux para humanos (assente em ambientes gráficos como o KDE ou o Gnome). Sobretudo, há mais interoperabilidade e menos incompatibilidades (tem havido um movimento pro-padronização importante). Mas para o utilizador comum, os universos não-windows parecem ainda distantes e de difícil adaptação. Eu perdi o medo – e explico como… passo a passo (com as minhas escolhas Open Source gratuitas de eleição):

passo 1. manter o sistema operativo Windows (já vinha com a máquina e não se aconselham mudanças radicais para começar)

passo 2. usar o Firefox para navegar na www e em aplicações associadas

passo 3. usar o Thunderbird como cliente de email

passo 4. usar o Pidgin como cliente de mensagens instantâneas e chat

passo 5.  usar o GIMP como programa de criação e edição de imagens

passo 6. usar o vlc media player como leitor de cd’s, dvd’s, ficheiros de audio e vídeo

passo 7. usar o OpenOffice como aplicação de escritório (processador de texto, apresentações, folha de cálculo)

passo 8.  pegar num computador antigo e instalar-lhe o Ubuntu, o tal Linux para seres humanos

passo 9. experimentar, experimentar, experimentar; fazer no Ubuntu as tarefas normais

passo 10. escrever um post sobre o Ubuntu no blogue da malta

passo 11. usar Ubuntu em casa e no trabalho

O Ubuntu vem pronto a usar e custa zero euros; traz uma colecção de pacotes Open Source pré-seleccionados para todos os usos e gostos. É preciso é perder-lhe o medo. É um caso sério de funcionalidade “user-friendly” e robustez. Pode tornar-se um caso sério de popularidade (até podia vir no Magalhães). Um utilizador normal não precisa de mais do que isto, sobretudo em casa; pode até alternar entre Ubuntu e Windows, para algumas aplicações mais específicas. Só tem de se adaptar lentamente e fazer um programa de desmame, como o que aqui indico, até um dia o ter na sua máquina de casa e escritório.

Para utilizadores com necessidades técnicas especiais e software específico, o Mac será a melhor opção. Mas os conceitos são diferentes…

Manuel António Pina

Friday, October 30th, 2009

Hoje, com surpresa e quase com acaso, cruzei-me com Manuel António Pina (em trabalho, eu; a tratar da sua vida, ele). Se autores há que ao vivo quebram todo o encanto com que nos habituamos a vê-los, este deixou-me hipnotizado quase uma hora e meia. Pina é mais como os seus textos do que como a fotografia que no JN os acompanha: pequenino, franzino, mas com uma riqueza de conteúdo capaz de arrebatar qualquer um.

Autárquicas

Monday, October 12th, 2009

Cá no burgo, não tendo ganho o candidato em quem votei, perdeu quem eu queria e nunca pensei que pudesse perder. Como pouco conheço de quem ganhou (e pelos vistos não sou o único, já que o JN lhe chama, num inquérito online, Pinto Ribeiro quando na verdade é Pinto Moreira), fico expectante de que nos faça ganhar a todos. Espinho precisa. Muito.

A partir de segunda calam-se

Friday, October 9th, 2009

Acabo de chegar da rua. O actual e infelizmente futuro presidente da Câmara da minha cidade (que não é a dele – e isso nota-se tão bem) estava em berros histéricos em cima de um palco. O único consolo que me resta é que a partir de segunda-feira, e durante quatro anos, faz e fala tão pouco que nem sequer vou dar por ele.

P.S.: Talvez fossem estas letras pequenas merecedoras de estar em cima, maiores: antes dos politiqueiros baratos, foi um prazer rever em palco, a trabalhar num sonho que já foi comum, um grande amigo de sempre e para sempre. O Bruninho, companheiro de banda noutros tempos, hoje na bateria dos Tekos, com a qualidade inegável de quem muito lutou para ser um grande músico.

Debate Dez: cantando e rindo

Saturday, September 12th, 2009

Este foi um debate muito equilibrado: José Sócrates exibiu o seu bom humor, e Manuela Ferreira Leite fez-se substituir por Teresa Ricou.

Nota: posta escrita às 22:52.