Archive for the ‘AL’ Category

Procrastinador Implacável é o AD. Ouviram?

Wednesday, December 3rd, 2008

Nunca tive dúvidas de que todos nós, que aqui escrevemos no boblog, somos, pelo menos, tão inteligentes quanto o António Vitorino, o Nuno Crato, o Dias Loureiro ou o Oliveira e Costa.

E sempre soube, também, que suscitamos tantas gargalhadas sãs quanto o Woody Allen, os Monty Python, o Rowan Atkinson e o Hugh Laurie na mítica série “Black Adder”. A razão por que ainda nenhum de nós foi contratado pela BBC permanece, portanto, um mistério.

Por falar em mistério, andam para aí uns rapazes que ninguém conhece (e olhem que eu conheço muita gente) a dizer umas graçolas na TV a partir - garanto-vos! - de ideias do boblog.

Eu não vi, mas disseram-me que um desses grupos fez uns sketches sobre o fim anunciado dos Delfins pouco depois de aqui termos gozado à brava com o facto, ainda por cima com extraordinária graça.

Agora, sopraram-me, foi outro conjunto de cómicos que inventou um tal de “Procrastinador Implacável”. Eu confesso: estas coisas a mim não me fazem mossa, pois sou feito de dura fibra. Mas custa-me ver roubarem assim as ideias ao AD, que, vivendo longe, não pode reclamar os seus direitos de propriedade intelectual.

Comparem os seus posts Sinto-me melhor… (12/03/05) e Ode à Procrastinação (02/06/06) com o vídeo que reproduzo aqui em baixo e digam-me lá se não tenho razão.

P.S. - Este texto contém uma elevada dose de ironia. Resolvi avisar, não fosse acontecer-me o mesmo que à outra.

Uma “elétrica atacadista e varejista”

Sunday, September 7th, 2008

Vejam lá o que às tantas me veio parar à caixa de correio electrónico:

Caro amigo
Esta é a saudação de TaiPingYang Electrical Company, uma das maiores Elétrica atacadista e varejista em Pequim, na China, sobretudo

Nós vendemos equipamentos elétricos, tais como câmeras digitais, telefones móveis, TV LCD, xbox, Laptops, DV, MP4, GPS, visite o nosso Web site: […] para encontrar algo que você maio interessadas e livremente entre em contato conosco se tiver alguma pergunta, nós vamos oferecer preços mais competitivos e melhor serviço para a cooperação comercial com você / a sua empresa.

não hesite em contactar-nos para […]:

Obrigado e Best regards
Atenciosamente
Frank, gerente de vendas TaiPingYang Electrical Co.

Canseira

Tuesday, August 26th, 2008

Chegado de férias na província mais soalheira do Reino Unido, perco-me nos bits da meia dúzia de fotos digitais. Não sei quais escolher para aqui: se as do (des)ordenamento territorial, se as do lixo em toda a parte. Se, ainda, a do vendedor de bolas de “Berlin”.

Ai que canseira…

The thrill was not gone yet

Tuesday, July 29th, 2008

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Doo Bop Bar, Super Session - 28/07/08 | Foto JAM/JE

Jam Sarbib Session

Tuesday, July 29th, 2008

Deitei-me e acordei a pensar numa forma simpática de dizer isto, mas não a encontrei: André Sarbib, qual lapa, agarrou-se ao piano na Super Session de ontem e ninguém mais o conseguiu tocar.

Junte-se-lhe um punhado de músicos de alta craveira jazzística e temos uma noite de bocejos. Quase não houve lugar para o rock ‘n’ roll ou o blues.

Jam session? Não sei onde.

Super Session no “Doo Bop Bar”

Sunday, July 27th, 2008

O Doo Bop Bar, na Praia da Baía (Espinho), promove na noite da próxima segunda-feira, 28 de Julho, uma jam session em que estarão presentes cerca de 15 músicos convidados.

A estes, provenientes das mais diversas formações e géneros musicais, poderá juntar-se qualquer cliente do bar, mesmo que não tenha levado o seu instrumento. Em geral, não existe um reportório combinado.

All around the world

Wednesday, March 19th, 2008

Um na Califórnia, outro na escola, outro ainda no banco. Que há-de ser de nós?…

Tudo

Saturday, February 23rd, 2008

Foi há quatro anos que o mundo desabou. E, desde então, venho-me perguntando incessantemente se vale a pena tentar reconstruir o tudo que se foi.

Sabe mais do que o Jorge Gabriel?

Saturday, January 5th, 2008

Aproveitando o regresso desse êxito televisivo a nível planetário que dá pelo nome “Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?”, que fora de férias e não se percebe por que não se deixou ficar no limbo das prateleiras da RTP, aproveitando esse regresso, dizia, apresento a minha reflexão crítica sobre o programa da TV que mais contribui para a promoção do trabalho infantil e para a perda de dignidade das crianças. E que, pelo meio, ainda consegue fazer publicidade encapotada a uma marca de água com gás.

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

O OBJECTIVO “Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?” é um concurso televisivo que vai para o ar nas noites de segunda a sexta-feira, na RTP1, canal de serviço público do Estado. Basicamente, os concorrentes, adultos, estão ali para serem humilhados pela “sabedoria” de meia dúzia de crianças residentes e para sofrerem na pele a simpatia postiça dos “bitaites” de Jorge Gabriel, o omnipresente e intrépido apresentador da estação.

O DUELO O concorrente escolhe uma criança com a qual irá digladiar-se na resposta a uma pergunta, que tem sempre a ver com matérias relativas ao dois ciclos do ensino básico (1.º - 6.º anos). Dispõe de três ajudas, entre as quais a cultura do seu opositor. Depois de “espreitar” e “copiar”, e após ser “salvo”, resta-lhe apenas a sua baixa cultural geral, que será certamente insuficiente para identificar a divisão da nova roda dos alimentos à qual pertencem o tomate e a beterraba. Perdendo, ganha, contudo, e quase sempre, 1.500 euros, não sem antes se virar para a câmara (portanto, para o país todo) e declarar, de sorriso amarelo: “Sim, é verdade, eu não sei mais do que um miúdo de 10 anos!”

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

O DÉCOR O programa tem um cenário impecável: por um lado, os familiares dos concorrentes (que parecem geralmente tão divertidos quanto o ex-líder do CDS, Ribeiro e Castro) e os paizinhos das crianças (tão babados quanto o Mira Amaral quando fala), sentados em linha e muito bem comportados; por outro lado, um ecrã gigante com uma imagem a imitar um quadro antigo de ardósia, e ainda - a cereja no topo do bolo - uma secretária de madeira difarçada de velha, com um globo terrestre em cima e um conjunto de outros acessórios, espalhados, de que farão parte (ninguém me tira esta ideia) uma régua para bater nas mãozinhas, um crucifixo e uma fotografia tipo passe de António de Oliveira Salazar.

Sabe mais do que um miúdo de 10 anos?

A PUBLICIDADE Agora que esta reflexão chega quase ao fim, parece-me que não consegui transmitir com toda a propriedade a impressão que este programa me faz. É por isso que me apresso a falar já na publicidade não identificada que o programa tem o desplante de fazer: quer a mesa do concorrente, quer a mesa do petiz armado ao pingarelho, têm em cima, e de forma bem visível, uma garrafa de água com gás. Umas noites, é de um sabor; noutras, outros. Nunca vi a expressão “publicidade” ou “pub” no topo direito do ecrã, pelo que, concluo, essas bebidas serão o último dos bálsamos para os participantes: das crianças, que ficam tontas por se sentirem tão sábias; dos concorrentes, que ficam com azia devido à declaração final; do apresentador, que, concedendo eu que seja boa pessoa, se vê na necessidade de ajudar à digestão, que, habitualmente, pára quando percebe que está a fazer-se passar por um professor imbecil ou por um perigoso “bufo” do Estado Novo. Se bem que, na minha opinião, consiga conciliar bem as duas vocações.

O estado da arte

Monday, December 31st, 2007

O que têm em comum Woody Allen, Manuel Laranjeira, Isaac Asimov, Trovante, Mick Jagger, Dan Brown, Jung Chang, Sidney Sheldon, Carmo-Vaz, Peter Frampton, Bill Waterson e Deep Purple?

Uma coisa muito simples: são autores de livros, LP e CD que emprestei ao longo dos anos e que nunca me foram devolvidos. O que mais dói, para lá do investimento financeiro, é a sensação de ter perdido um pouco de mim próprio.

É por isso que uma das minhas decisões de ano novo é não voltar a emprestar arte. Os amigos, por serem amigos, compreenderão; quanto aos outros, acho que estamos conversados.