Pouca terra nos separa pouca terra pouca terra segue a vida agora a morte, pouca terra então os dias como vão sendo por cá, tanta terra tanto mar, tanta vontade devida devido a quem se amou tanto, e ama agora, pouca terra tanta terra a percorrer, devido a isso divido os braços em mil abraços que contudo não encontram a raiz que me deu vida, pouca terra sofro tanto, por tanto sofro por pouca terra pouca terra, tanta terra tanto breu, à memória vem a noite das vozes que não se ouvem, pouca terra, mais silêncio, na esquina da madrugada ficaram rostos sombrios olhando p’ra lá do mar.
O fenómeno leva proporções sociais gigantescas. E quando digo sociais são mesmo sociais, não se resume ao online e às redes, o pessoal junta-se mesmo, confraterniza, diverte-se, irrita-se, diz bem e mal da sorte.
Por haver tantos “viciados” por perto, havia de ter de experimentar o poker, os flushs, as big blinds, os folds e os raises. Aconteceu ontem, num grupo de malta do melhor. O bichinho já pegou…
É “só” o bar que me fez redescobrir a Ribeira (mais calma, com menos gente e aparentemente mais segurança). Espaço de concertos mítico, faz jus à fama, com uma acústica incrível e a fazer lembrar-me das grandes noites do Hard Club.
Motivo para lá ter ido: concerto dos Blind Charge – é fácil perceber que, fiéis ao seu estilo, chegarão longe.
P.S.: Como, por ali, descobrir um bom bar numa noite é pouco, descobrimos outro, Poncha no Porto, onde vale mesmo a pena ir beber uns copos valentes e comer um chouriço assado ainda melhor.
Ah!, e afinal também há pessoal da Ribeira capaz de estar umas horas em conversa pura, sem pensar em espancar-nos ou roubar-nos o telemóvel. Nuno e Sérgio: valeu!
Porto-Gerês, ontem, já depois da meia-noite, à espera uns dos outros e dos acidentes por resolver de outros ainda. O carro não sobe para a casa, mas o jipe vem buscar. Guitarradas madrugada fora e o sono tão leve quanto pesado se lhes torna o álcool no sangue.
Hoje, salto ao Porto, Madalena, para a primeira aula de tango. Surpreendente! Já estou à espera das próximas seis…
De regresso ao Gerês, Pato e Bedro (Cat & Brunelex) a bordo, mas não podem dormir um co outro! A lasanha estava óptima e a Amarguinha faz promessas para o resto da noite. Eu e o Lip somos os únicos a cantar em condições, acreditem. (e o Sporting até ganhou)
Metro, ontem, do Porto para Gaia, Ponte D. Luís, a passar das oito da noite (dia louco de trabalho para hoje poder ter férias), acabo de acordar e ouço a mãe para a filha: “São sempre os mesmos incompetentes! Disseram que ia haver cheias e não houve nada!”
Pois é, senhores da protecção civil, deviam era fazer como o costume e não dizer népia; se houvesse cheias, era mais do mesmo, se não houvesse livravam-se destes palpites anormais.
Já agora, gente, que em 2010 tenham as vossas vidas cheias todos os dias. Cheias de tudo o que mais vos apeteça. Bom 2010!