Lindos
November 17th, 2008 by ALNada. Não ganhámos nada nos Super Blog Awards.
Mas somos lindos. Já não é pouco.
Nada. Não ganhámos nada nos Super Blog Awards.
Mas somos lindos. Já não é pouco.
Chama-se A Caixa de Pandora, já existe desde Agosto e é o espaço onde uma amiga divulga os seus trabalhos de artes decorativas.
Tenho-me coibido de o divulgar porque sou um rapaz muito tímido, apesar de reconhecer que o meu desempenho sobre o template de Sebastian Schmieg ficou mais ou menos extraordinário.
Seja como for, é minha convicção que a Isabel Cruz merece a divulgação. Ora façam lá uma visita e vejam como ela tem jeito.
No fim-de-semana passado fui ver o “Ensaio sobre a Cegueira”, filme de Fernando Meirelles sobre livro homónimo de José Saramago, que muito estimo.
E não vi nada. Nada. Nada. Nada.
A porcaria da sessão estava esgotada.
Há borlas e borlas e umas causam mais dúvidas do que outras. Se cai do céu o convite para aquele concerto por que se esperou toda a vida, damos graças à sorte e vamos de sorriso entre as orelhas; mas se me acenam com um bilhete para ir ver o Toni Carreira, com direito a visita ao camarim e beijinho do artista, aí só lhe vejo três usos possíveis: (1) lareira com ele; (2) lareira com ele, já!; (3) vendê-lo a preço dourado a uma daquelas histéricas que, dos 2 aos 200 anos, bajulam o herói nacional.

Mas há outras borlas, menos lineares: as que nos deixam com dúvidas. Será bom? Valerá a pena? Foi de graça, vamos lá… Com bilhetes assim, caídos de concursos de rádio, vivi na última semana experiências novas: um musical de La Féria (”Um Violino no Telhado”), que me faria bem pagar os bilhetes que não paguei, e uma adaptação de Ricardo Pais (”O Mercador de Veneza”), giro e tal, mas tão parado, tão parado, que a meio pagaria para sair sem ser visto.
Ah, aspecto comum a ambos: salas repletas de gente, pagadores e não-pagadores, mas todos com aparente interesse no bom trabalho que se vai fazendo pelo teatro no Porto.
P.S.: soube ontem que Ricardo Pais deixará a direcção do Teatro Nacional de S. João. Apesar de ter dormido em “O Mercador de Veneza”, parece-me, a mim que percebo pouco disto, uma má notícia para a cultura portuense.
Estava em atraso e aqui fica: Palma de Maiorca esplêndida como a conhecia; confirmou-se! Os quatro ou cinco dias do ano passado já me tinham feito prometer mais, a semana deste ano só faz é perguntar se há maneira de a ilha deixar de surpreender. Cada terra, cada canto, cada praia… Há paraísos de areia limpa e água azul-transparente, cenários de encantar, o-gato-mais-gordo-do-Mundo, cavernas gigantescas, até História romana em castelos, coliseus e naquelas estátuas cuja proporção não orgulharia romano algum.
Resultado? O mesmo: não foi a última vez que lá fui…
Se é certo que nunca me esqueço do nosso tão querido boblog, é verdade que nem todos os dias o tenho lido e dias a mais em que nada tenho escrito. Além de ABC, agora há por cá BBC (bem-vindo!) e continua a haver o D. SebastiAL, que afasta o nevoeiro e vai mantendo a casa em pé. Sem nunca ter partido, estou (uma vez mais) de volta!
Fátima Felgueiras (cujo Calvário acompanhámos aqui, aqui e aqui) dirigiu-se hoje aos jornalistas com a candura que se lhe reconhece: “Deus é grande. Eu não fui condenada, eu fui liberta!”
O Tribunal de Felgueiras (não é dela, é só da cidade) condenara a presidente da câmara local à pena de três anos e três meses de prisão, suspensa por igual período. O colectivo de juízes determinou, também, a perda de mandato da autarca.
O tribunal considerou provados um crime de peculato, um de peculato de uso e outro de abuso de poder. Determinou ainda a absolvição da arguida pelos demais 19 crimes de que estava acusada.
Deus é grande.

+ info em Sol
O ser humano anda a ficar com a mania de ser tão perfeitinho que um dia destes os bebés começam a nascer com aparelho dentário já embutido.
“Bem parecido, jovem e bronzeado”, é assim que o Primeiro-Ministro Italiano, Silvio Berlusconi, descreve o 44º Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Estou bastante satisfeito com o resultado das eleições, em particular tendo em conta a alternativa. Há muito para dizer mas, infelizmente, não tenho tempo. Deixo que o discurso de vitória fale por si - vale bem a pena os 15 minutos.
Não sei como João Pereira Coutinho terá passado a noite, mas calculo que tenha recorrido a muitos sais de frutos para poder aguentar a azia que os resultados das eleições norte-americanas lhe causaram.
Há pelo menos um ano que o jornalista, colunista no “Expresso” e na “Folha de S. Paulo”, vinha afirmando na revista do semanário português que o novo Presidente só poderia ser John McCain. E o rapaz (porque é de um rapazito que se trata), conservador como só ele, gastou vários rios de tinta e muitas resmas de papel a expor os seus argumentos.

Quer dizer, não eram bem “argumentos”. Era mais um “excluir de partes” que ele usava para sustentar a sua convicção, aliás, a sua previsão de avisado analista político. Assim, e citando de cor, a personagem vaticinava: “A América nunca irá eleger um pastor baptista [o republicano e antigo governador do Arkansas, Mike Huckabee]; nunca irá eleger um mórmon [o também republicano Mitt Romney, ex-governador do Massachusetts, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias]; não irá eleger uma mulher [a democrata Hillary Clinton]; e não irá eleger um afro-americano [o novo Presidente, o democrata Barack Obama].”

Devo confessar - e isto não é brincadeira (um destes dias volto a postar uma brincadeira para atestarem da diferença) - que sinto algum pesar pelo rapaz-prodígio-jornalista-analista-conservador-copo-de-leite. Esclarecendo: primeiro foi a “Única” (revista do “Expresso”, que é “só” o melhor jornal português) a sofrer uma intervenção gráfica e de conteúdos que a tornou na publicação mais inócua, desinteressante e inútil dos media nacionais; e agora, sem que nada o fizesse prever (pois, pois), John McCain não só não foi eleito, como ainda por cima os americanos decidiram mandar um preto para a Casa Branca.
É verdade: o, até ontem, “afro-americano”, passou, da noite para o dia (literalmente), a ser “o primeiro Presidente negro da América”. Não é de rir?
